14 setembro 2022

8 Sinais de que Você é um Ateu Funcional


Por definição um ateu é aquele que não crê na existência de Deus ou a nega. Uso esta palavra para tentar descrever aqueles que professam uma fé em Deus, mas vivem como se não houvesse Deus a quem seriam responsáveis e prestariam contas. Infelizmente, na minha opinião, uma porcentagem considerável de cristãos vive como ateus funcionais.

Pontuo a seguir 8 sinais de que você é pode estar vivendo como um ateu funcional, ou seja, que a vida na prática corresponde a de um ateu.

1. Você toma decisões importantes sobre sua carreira profissional sem consultar a Palavra de Deus ou orar.

Conheço vários cristãos que escolhem uma carreira ou um afazer somente baseados em quanto ganharão. Eles não consideram perguntar a vontade de Deus ou mesmo como isso afetaria sua capacidade de amadurecer como crentes no contexto de uma igreja local e como isso afetaria seus relacionamentos-chave; nem como esta carreira poderia servir a um escopo maior de proclamar o Evangelho. Quando uma pessoa faz isso, ela se comporta como um ateu funcional.

2. Você escolhe uma igreja apenas por conexões emocionais ou por localização geográfica.

Como pastor a mais de 35 anos, tenho visto mais pessoas deixarem uma igreja porque seus amigos saíram do que porque ouviram genuinamente de Deus, ou mesmo porque seus filhos não se adaptaram. Consequentemente, as pessoas são guiadas por suas emoções ou por conveniências mais do que pelo Espírito Santo quando se trata desse assunto tão importante em relação à família da igreja.

O normal é uma pessoa vir a Cristo e frequentar uma igreja porque um amigo a convidou. No entanto, uma vez amadurecidos na fé, Deus espera que eles passem do raciocínio carnal para um processo espiritualmente informado sobre a escolha de uma igreja, entre outras coisas. 1 Coríntios 4:15 mostra que um crente maduro escolherá uma igreja baseada na vontade de Deus e na fidelidade às Escrituras, onde está crescendo espiritualmente.

Quando escolho uma igreja pelos motivos acima, vivo como um ateu funcional.

3. Você escolhe um parceiro apenas por atração mútua.

No ministério, tenho visto muitos cristãos se casarem com uma pessoa apenas por causa de uma atração emocional ou física. A não busca da vontade de Deus neste quesito tem trazido enormes problemas para muitos casais. Decidir casar somente com base na atração mútua, não nos diferencia de pessoas não cristãs.

Acredito que Deus usa a maneira como Ele nos conectou emocionalmente, fisicamente e espiritualmente (eu nunca aconselharia uma pessoa a se casar com uma pessoa pela qual não estivesse fisicamente atraída). No final das contas, Deus tem um cônjuge específico que corresponde ao seu chamado e destino, que vem de ser guiado pelo Espírito e ouvir de Deus. Quantos pastores casaram e suas mulheres nunca se identificaram com o ministério do marido e quando não são empecilhos, também em nada auxiliam.

4. Você não tem comunhão consistente com Deus.

Qualquer crente que não busca o Senhor regularmente, visando estar em comunhão contínua com Ele, está vivendo como um ateu funcional. Em Êxodo 33:15 , Moisés disse ao Senhor: “Se a sua presença não for conosco, então não nos envie”. Romanos 8:14 e Efésios 5:15-18 explicam que estar em comunhão com o Espírito e ser guiado por Ele continuamente é um elemento básico do cristianismo normal. Os crentes que constantemente enchem suas vidas com atividades desprovidas de buscá-Lo, comportam-se como ateus funcionais. Gal. 5:25 “Se vivemos pelo Espírito, andemos de igual modo sob a direção do Espírito”.

5. As Escrituras não formam sua visão de mundo.

A cosmovisão do cristão deve ser moldada pelos princípios da Palavra de Deus e isso impacta diretamente a totalidade de sua vida, em família, sua postura no trabalho, na escola, enfim, sua visão de vida é cristã.  Aqueles que não são formados pelas Escrituras sobre sua visão de mundo e vida são ateus funcionais nesta área.

6. Sua vida de oração praticamente não existe.

 

A oração é a respiração do cristão e o impressionante é um grande percentual dos cristãos não sabem o que é orar. Para muitos é pedir a Deus alguma coisa ou benção, mas muito mais do que pedir oração é comunhão.

Mt. 6:6 “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”.

No grego é assim: e teu Pai, que está te esperando, te recompensará publicamente.

Deus quer comunhão conosco e a salvação, muito mais do que nos livrar do inferno, é para comunhão com Deus.

Se você vive sem ter tempo para oração, você é um ateu funcional.

7. Sua caminhada com Deus é baseada em bênçãos e conveniências.

Quantos se aproximam da igreja e a frequentam somente visando bençãos, libertação etc. O Senhor disse: “Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes”.

Se sua aproximação de Deus é visando bençãos ou que só serve a Deus quando é conveniente ou exige um sacrifício mínimo, você vive como ateu funcional.

 8 - Você vive independentemente do Seu Corpo, a igreja local.

1 Coríntios 12:12-13 nos permite saber que uma vez que nos achegamos a Cristo, Ele nos coloca em Seu Corpo. Por outro lado, patrulheiros solitários que continuamente vão à igreja e vivem sem estar em aliança ou responsabilidade com a liderança espiritual vivem como ateus funcionais. Ao estudar o Novo Testamento, aprendi que não posso cumprir meu chamado sem uma igreja local. Se você vive sem ser membro de uma igreja local, você vive como um ateu funcional

SOLI DEO GLORIA

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

 


 

02 agosto 2022

EU NÃO PRECISO DE UM AMIGO TANTO QUANTO PRECISO DE UM PROFETA

 



Costumo dizer que em toda nossa vida não conseguiremos adquirir amigos suficientes para preencher os dedos de uma das mãos. Vivemos em uma sociedade onde seus membros estão isolados, são egoístas e criaram seus guetos mentais e sociais a tal ponto de vivenciarem uma tremenda solidão, mesmo rodeados por milhares de pessoas.

A construção de amizades é um esforço deliberado e perene. Isso além de se constituir em desafio é difícil de aceitar.

Essa é uma verdade difícil de aceitar, especialmente considerando o fato de que espelhamos a imagem de nosso Deus trinitário, cuja própria natureza é relacional. Isso significa que fomos feitos para amizades reais e é triste notar que, como Tim Keller disse, a grande maioria das pessoas hoje só se associa a alguém porque acredita que essa pessoa pode ajudá-las de alguma forma, ou como disse o psicólogo Leônio Tomás (in memoriam): “Os relacionamentos são feitos à base de interesses”.

Mas o que dizer quando estas ideias são infiltradas no ministério pastoral? Será pastores sofrem algum prejuízo ou consequências negativas? Pastor ser mais amigo que profeta?

O que é um profeta mesmo?

Essa pergunta nos leva a pensar se temos sido mais profetas para aqueles que pastoreamos ou amigos? A busca exasperada por sermos amigos a qualquer custo, muitas vezes tem roubado do pastor sua voz profética.

E para ser honesto, enquanto eu sou a favor de ter amigos, quando se trata de minha santidade pessoal e andar com Cristo, eu preciso de um profeta muito mais do que preciso de um amigo.

Você pode estar se perguntando, onde o Pr. Luiz Fernando quer chegar?

Quando Paulo lista “profecia” em I Cor. 12 (listas de dons espirituais), a palavra  prophéteia nesse contexto significa o dom de comunicar e reforçar a verdade revelada” e não está se referindo à revelação futura e preditiva. Paulo sublinha este significado alguns capítulos depois quando diz:Mas quem profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (I Cor. 14:3).

Então, agora que estamos na mesma linha de pensamento com o que um profeta é hoje, o que exatamente as Escrituras dizem que eles deveriam fazer? Deixe-me responder de forma negativa: não seja acomodador, agradador de pessoas e “amigo” da maneira que nossa cultura define socialmente o termo.

Os profetas de Deus, quer tenham recebido revelações futuras ou simplesmente instruídos a pregar a verdade já revelada, sempre tiveram o trabalho de proteger o povo de Deus, apontar erros e dizer as coisas difíceis que precisam ser ditas. Isso significa que eles eram muitas vezes odiados, dispensados, maltratados e pior.

Não encontramos na Bíblia nenhum profeta sendo recebido com festas e alegria efusiva, porque ele se aproximava, quase sempre, para confrontar o povo com seu pecado e apontar o caminho do retorno à comunhão com Deus.

Caro que essa descrição de profeta nos faz pensar em Jeremias, Isaías, Amós, Oseias, João Batista e outras personalidades do Antigo e Novo Testamento, mas a “caminhada” do profeta tem sido assim até os dias atuais. Como apenas um exemplo, o grande Teólogo e Filósofo Jonathan Edwards foi expulso de sua própria igreja simplesmente porque pediu a seus membros que seguissem o exemplo bíblico de examinar a si mesmos (I Cor. 11:28,29) para validar uma fé genuína antes de participarem da Ceia do Senhor.     

Tais riscos são posições difíceis para muitos pastores viverem e muitos acham mais fácil evitar os confrontos inevitáveis ​​que vêm com o trabalho do profeta simplesmente não dizendo ou fazendo nada remotamente “controverso”, o que hoje equivale a combater o erro espiritual e o pecado. Mas ao fazê-lo, eles caem na armadilha mencionada por Paulo onde os incrédulos implicitamente conduzem o pastor: Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas querendo fazer cócegas em seus ouvidos, eles acumularão para si mestres de acordo com seus próprios desejos, e desviarão seus ouvidos da verdade e se desviarão para os mitos”. (I Tm. 4:3,4)

Há uma máxima entre os pregadores: “Console os atribulados e incomode os acomodados”.

A maneira mais fácil para os pastores não deixar seus barcos ministeriais balançarem é evitar a exposição bíblica. A exposição de um livro inteiro da Bíblia, versículo por versículo, sempre leva a assuntos difíceis e verdades duras que colidem com o compromisso espiritual e as crenças culturais antibíblicas. É por isso que a falta de exposição bíblica (Sermões expositivos) é uma marca registrada de igrejas espiritualmente deficientes (incluindo aquelas que dizem que fazem exposição, mas sempre parecem pular os versículos difíceis).

Andando na linha tênue entre amigo e profeta

Tudo isso leva à pergunta: um pastor pode ser tanto um profeta quanto um amigo para seus membros? Claro, e como sempre, Cristo serve como o exemplo perfeito.

É muito surpreendente que o Filho de Deus nos chame de Seus amigos, mas Ele tem: Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (Jo. 15:15). Mas Cristo também enfatizou, ao mesmo tempo que chamou seus discípulos de amigos) Sua autoridade sobre Seu rebanho quando disse: “Tu me chamas Mestre e Senhor; e você está certo, porque eu também sou” (Jo. 13:13). Não podemos ignorar o fato de que Jesus tinha algumas coisas muito difíceis para dizer às Suas ovelhas em seu papel de Profeta, mas Suas admoestações se alinhavam com o tipo certo de amigo descrito em Provérbios: “Fiéis são as feridas de um amigo” (27:6). 

Talvez seja apenas eu que acho que falta em tanta pregação hoje é a autoridade e franqueza que Cristo manifesta nos Evangelhos, que seus representantes deveriam possuir também. Dito de outra forma, eu não me sinto “ferido” a menos que eu me sente sob sólidos professores expositivos que apliquem A Palavra conforme

IITm. 3:16,17: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”.

Como você, posso facilmente transigir em áreas que não deveria e esquecer minha primeira prioridade que é ser profeta para aqueles que estão sob meus cuidados. Como João Calvino disse Em seu comentário de Isaías, ele afirma que na pregação “a palavra sai da boca de Deus de tal maneira que ela sai, de igual modo, da boca de homens; pois Deus não fala abertamente do céu, mas emprega homens como seus instrumentos, a fim de que, pela agência deles, possa fazer conhecida a sua vontade”. Mutatis mutandis, o pastor precisa e deve ser boca de Deus, isso é, profeta do Senhor.

E é por isso que, especialmente hoje, preciso muito mais de um profeta do que de um 'amigo'.    

 SOLI DEO GLORIA

Pr. Luiz Fernando R. de Souza


13 junho 2022

Rick Warren anuncia sucessor da Igreja Saddleback

 Rick Warren anuncia sucessor da Igreja Saddleback, diz que está se afastando para a próxima geração.

Por Leonardo Blair , Repórter Sênior de Recursos

A partir de setembro, Andy Wood, que atua como pastor principal da Echo.Church na área da baía de São Francisco com sua esposa, Stacie, se tornará oficialmente o novo pastor principal da Saddleback Church , com sede na Califórnia , co-fundadores Rick Warren e seu esposa, Kay, anunciou quinta-feira.

anúncio do sucessor de Warren ocorre após quase 43 anos de ministério em 197 países, o batismo de 56.000 novos crentes, doações de mais de US$ 1 bilhão para causas cristãs, bem como o desenvolvimento de ministérios de apoio e grupos focados em HIV/AIDS, luto cuidado e saúde mental.

“Kay e eu acreditamos muito nesse casal. Nós os amamos muito e estamos confiantes de que Deus os preparou e os escolheu para pegar o bastão e correr a próxima etapa da maratona de Saddleback”, disse Warren em um comunicado. “Nós verdadeiramente, profundamente, com confiança e sem reservas endossamos esse casal para levar nossa igreja ao próximo nível de crescimento e impacto.”

Enquanto Warren e seus anciãos da Igreja de Saddleback só começaram a busca oficial por seu substituto em 5 de junho de 2021, ele explicou em um vídeo de 22 minutos que começou a pensar em sucessão há quase 20 anos, quando seu livro de 2002 The Purpose Driven Life se tornou um mais vendidos.

Ele explicou que quando ele e sua esposa começaram a igreja em janeiro de 1980, quando ambos tinham 25 anos, ele deixou sua intenção clara para cerca de 60 membros que eles tinham na época de que ele lideraria a igreja por 40 anos e deixaria o cargo em janeiro de 2020.

Mas “nos últimos meses de 2019, tive essa sensação desconfortável de que ainda não era o momento certo para renunciar”, disse Warren.

“Eu não tinha ideia de por que deveria continuar servindo porque não havia nenhum negócio inacabado que eu me sentisse compelido a fazer. Mas ficou claro seis semanas após o 40º aniversário de nossa igreja, quando a pandemia do COVID ocorreu e todos os nossos cultos foram encerrados por 14 meses ”, explicou ele.

Depois de continuar liderando a Saddleback Church no auge da pandemia do COVID-19, Warren disse que decidiu em junho passado anunciar sua intenção de deixar o cargo de pastor principal na Saddleback Church.

Ele disse que Saddleback teve sorte em sua busca por um novo pastor líder porque nas últimas quatro décadas o ministério treinou mais de 1,1 milhão de pastores em 165 países.

Ele disse que “estudou, leu sobre, conversou e considerou quase 100 possíveis candidatos para o pastor da Igreja Saddleback”, antes de decidir que Wood é o homem certo para liderar sua igreja de alto nível.

Ele disse que não queria que a Igreja Saddleback fosse uma igreja de uma geração e “ Deus está nos chamando para nos afastarmos para a próxima geração ”.

“Em março, convidei um jovem pastor com propósitos para pregar nossos cultos de fim de semana que se encaixam em todas as qualificações da nossa lista”, disse Warren. “Quatorze anos atrás, ele havia plantado uma igreja com propósito na área de San Jose-Silicon Valley. Andy e Stacie Wood aumentaram essa igreja para cerca de 3.000 pessoas em um dos lugares mais difíceis da América para iniciar uma igreja. Estou muito orgulhoso do que eles conseguiram lá.”

Espera-se que Warren e sua esposa entrevistem os Woods no fim de semana do Dia dos Pais, 18 e 19 de junho, como parte dos cultos de fim de semana em Saddleback.

Wood, 40, e sua esposa deixarão oficialmente a Echo.Church em 26 de junho e se mudarão para Orange County em julho. O casal comparecerá a Saddleback em agosto durante a última série de pregações de Warren. Espera-se que a Igreja Saddleback celebre os 43 anos de serviço dos Warrens em Saddleback no fim de semana de 3 a 4 de setembro. No fim de semana de 10 a 11 de setembro, Wood e sua esposa serão comissionados em seus novos papéis. O primeiro dia oficial de Wood como o novo pastor sênior de Saddleback será 12 de setembro.

Wood, que tem mestrado pelo Southwestern Theological Seminary, onde Warren também participou, disse ao Echo.Church em uma declaração conjunta com sua esposa que ele acredita que Deus os chamou para liderar a Igreja Saddleback.

“Um dos nossos valores fundamentais na Echo é que lideramos com as mãos abertas. E isso significa que não importa o quanto amamos algo - sabemos que no final do dia, é tudo de Deus. Ele é o mestre, e nós somos Seus mordomos. Ele sabe o que é melhor para os propósitos do Seu Reino, e também é Ele quem dirige os nossos passos”, escreveu o casal, casado há 19 anos e com três filhos, de 8, 13 e 15 anos.

“Nos últimos meses, temos orado sobre o que sentimos ser um convite de Deus. Por décadas, o pastor Rick e Kay Warren da Saddleback Church em Orange County têm sido nossos mentores de ministério – e muito de seu trabalho através de seu modelo de Igreja com Propósitos tem sido fundamental para nos ajudar a iniciar a Echo.Church”, continuaram.

“Fomos tão abençoados por sua amizade, e agora eles estão em transição para a aposentadoria”, acrescentaram. “Após meses de oração e busca de conselhos de outras pessoas – acreditamos que Deus nos chamou para servir na Igreja Saddleback .”

Rick Warren é o pastor fundador da Saddleback Church em Lake Forest, Califórnia, uma das maiores e mais conhecidas igrejas da América. Além disso, Rick é autor do best-seller do New York Times The Purpose-Driven Life e The Purpose-Driven Church, que foi nomeado um dos 100 livros cristãos que mudaram o século 20. Ele também é fundador da Pastors.com, uma comunidade global da Internet para ministros. Copyright 2013 Pastors.com, Inc. Usado com permissão. Todos os direitos reservados.

Fonte: O Posto Cristão

 

05 maio 2022

CRISTIANISMO SEM IGREJA EXISTE?


 CRISTIANISMO SEM IGREJA EXISTE?

O tema de hoje está em voga porque encontramos milhares de cristãos brasileiros soltos sem um vínculo eclesiástico. É uma tendência que não se dissipará rapidamente, pois vem no bojo do pós-modernismo. O pós-modernismo tem como fundamento a desconstrução da realidade existente e um questionamento forte contra a razão, raciocínio lógico e ao mesmo tempo apresenta um forte apelo ao sentimento, introspecção e percepção interna. Assim, a verdade é colocada de lado para aceitação de uma verdade subjetiva, intima e pessoal. Desse modo a realidade da Palavra de Deus é colocada em segundo plano e seus princípios, gerando uma grande instabilidade na igreja institucionalizada.

Não podemos virar o rosto para o outro lado e dizer que isso é um modismo e que logo passará. O Dr. Paulo Romiero em seu livro Decepcionados com a Graça (Sua tese de Doutorado na Universidade Metodista), vai trazer um termo novo usado pela sociologia e aplicado ao cristão que decepcionado com o sistema religioso (sua pesquisa para o doutorado foi dentro de três igrejas: Universal, Internacional da Graça e Renascer em Cristo) é chamado de cristão em trânsito. Esse cristão decepcionado tem um comportamento bem distinto que poderíamos resumir em: Continuam cristãos; procuram megas igrejas para não serem notados e não querem envolvimento com a igreja local. Querem assistir a um culto, ofertar e vão embora, sempre com a perspectiva de não mexam comigo.

Os motivos que levam à criação da terminologia desigrejados são vários e não temos espaço para descrevê-los em detalhes, mas proporei alguns.

1 – Decepção com o sistema religioso.

2 – Problemas de relacionamentos.

3 – Esperanças frustradas diante de promessas que nunca se cumprirão.

4 – Afastamento da Sã Doutrina.

5 – Impessoalidade diante de um enorme contingente de cristãos sem relacionamentos.

6 – Mega-igrejas que despersonalizam os membros e os tornam em números ou consumidores.

 A fé cristã, por excelência, é uma expressão de vida, que em seu cerne, tem como princípio a comunhão. Todo o Novo Testamento direciona os cristãos para uma *viva comunhão*. O Dr. Elton Trueblood, em seu livro “La Iglesia: Um Compañerismo Incendiário”, nos diz que a força da igreja está na comunhão vivificadora entre os cristãos e está baseada na Palavra e no Espírito. Diz também que o companheirismo cristão é altamente explosivo em um mundo desagregado.

O amor cristão ou entre os cristãos é a marca da igreja e esse amor obrigatoriamente não isola o homem, mas o introduz na comunhão dos santos. Nessa comunhão desagua a vida no Espirito. Cristão isolado é presa fácil do diabo. Tire um ramo de uma árvore e o coloque ao lado. Ele mesmo ao lado da árvore, morrerá e será inútil.

Muitos dizem que os cristãos primitivos não tinham igrejas (templos) ou mesmo eram institucionalizados. Não tinham templos por serem perseguidos até quase a chegada de Constantino ao trono de Roma e isso lá pelos idos de 280 A.D. Organizaram-se porque as heresias surgiram rapidamente como o Montanismo em 150 A.D.

Quais as consequências de um cristianismo sem igreja?

Aponto algumas delas ancorado em um texto do Rev. Augustus Nicodemos.

1 - Rejeição da cruz – Ausência de sofrimento.

2 - Espiritualidade individualista - Grande parte da espiritualidade de hoje é voltada principalmente para as experiências individuais e emocionais.

3 - Rejeição de autoridade - Há gente que não quer fazer parte da igreja, por não aceitar submeter-se a nenhuma autoridade.

4 - Consumismo da Fé - Muitos hoje veem a igreja, e o próprio evangelho, como uma mercadoria a ser consumida. Não têm compromisso e procuram igrejas como um cliente.

 Quando um cristão rejeita a comunhão da igreja ele deixa de participar de algumas coisas que somente uma reunião dos salvos proporciona:

A – A própria comunhão dos santos.

B – A Ceia do Senhor.

C – A Disciplina da igreja.

D – A vivência de dons que outros irmãos possuem e compartilham com a igreja local.

E – A Palavra como instrumento de: Ensino – Correção – Instrução – repreensão -

Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

F – Cobertura Espiritual – O cristão é preservado por estar alocado o Corpo de Cristo.

G – Heb.  10:25 “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia”.

Agora se nos apresenta mais um fator de novidade adentrando no arraial dos cristãos que e o Metaverso. Não é novidade no mundo empresarial este termo, mas o é para igreja. No Metaverso, os cristãos criarão seus avatares e entrarão em um ambiente virtual e verão o pastor pregando. Haverá louvores e pregações normais, mas faltará o contato olho no olho, faltará a administração das ordenanças ou sacramentos, faltará a disciplina eclesiástica, faltará a sinergia dos dons espirituais, diminuirá a autoridade do pastor enfim a igreja será transportada para o mundo virtual. No metaverso ocorrerá a privação da palavra como expressão, pois se hoje os grandes conglomerados como Facebook, Twitter, instagran etc exercem censura, o que esperar quando um grande percentual da igreja estiver no metaverso e as censuras forem praticadas em nome de uma politica interna ou classificarem as pregações como discursos de ódio? Enfim, vamos pensar nestas coisas.

Ainda creio que o congregar é fundamental para a fé cristã. Templo físico não é igreja, mas é o ambiente onde podemos expressar a fé em união e unidade.  

Enfim, esta mentalidade de desigrejados, todos perdem e ninguém ganha nada.

Deus nos abençoe.

SOLI DEO GLORIA

Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza

 

19 abril 2022

ORTODOXIA SEM VIDA MATA

 E. M. Bounds, um dos homens mais piedosos do século dezenove, disse com acerto: "A ortodoxia morta, mata". Disse ele: "Homens mortos, tiram de si sermões mortos, e sermões mortos, matam".


A ortodoxia é boa, necessária e insubstituível, mas a ortodoxia sem vida é morta. Não adianta apenas defender doutrinas certas, é preciso ter uma vida certa. Não adianta ser ortodoxo de cabeça e herege de conduta.


Que Deus nos livre de sermos crentes áridos como um deserto e insensíveis como uma pedra. Jesus manifestou-se cheio de graça e verdade. Essas coisas não podem ser separadas!

De algum lugar.

Pr. Luiz Fernando - Igreja Batista da Aliança - BH/MG

CONFERÊNCIA DA FAMÍLIA - 24 - 25 -2022