17 junho 2026

NEPOTISMO ECLESIÁSTICO

 

NEPOTISMO ECLESIÁSTICO



Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes, mas atualmente é utilizado como sinônimo da concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público. Distingue-se do favoritismo simples, que não implica relações familiares com o favorecido. Prática tão nefasta no serviço público que vem ganhando contornos de espiritualidade no meio cristão. Observo cada vez mais pastores praticando o nepotismo descaradamente. Fazem do ministério um meio de empregar seus filhos e parentes mais próximos. Vejo que o ministério pastoral virou um meio não um ideal de vida. Para tentar ter domínio sobre uma igreja consagra-se grande número de parentes e sem o menor constrangimento. Filhos de pastores que nunca souberam o que é trabalhar por uma hora sequer são consagrados a pastores para suceder seus pais quando estes deixarem o ministério. Muitas vezes filhos de pastores que possuem um passado conturbado, profano que precisa ser escondido de qualquer maneira, assumem púlpitos com ares de santidade e vasto conhecimento. Assumem igrejas de portes razoáveis e dizem que Deus os chamou para o ministério. Irmãos, sobrinhos, genros e o que mais aparecer assumem a liderança da obra de Deus sem ao menos terem sido provados pela vida, igreja e por Deus. Se as igrejas fossem consultadas sobre tais consagrações nunca teriam aprovado tais atos. Muitos consagram seus filhos e parentes ao ministério pastoral como se fosse um negócio que passasse de pai para filho. Tratam a sucessão pastoral como se fosse coisa hereditária. Isso não é dinastia onde os sucessores pertencem à mesma família. Tenho visto pastores chegando ao fim de suas vidas como Eli chegou ao fim da sua. Filhos que levam o povo de Deus ao erro e ao escândalo são alçados às lideranças e os pais com medo de submeterem a Deus a sucessão pastoral, usam do poder que lhes foi conferido para calar a voz da comunidade e da Bíblia. Sujeitam o povo de Deus a lideranças descaracterizadas e rudes e se esquecem que o Senhor é o Sumo Pastor. Não sou contra filho de pastor receber chamado ministerial. Sou contra essa tendência pernóstica que infiltrou no seio da igreja. Tal filho tendo um chamado ministerial que curse uma universidade, depois faça um mestrado e em seguida uma boa faculdade teológica. Que preencha os requisitos de I Timóteo e Tito, que não seja neófito, quem goze de bom testemunho dos de fora e a igreja local, em sua maioria, reconheça tal chamado. Anos atrás encontrei um pastor que havia cursado comigo o mesmo seminário. Ele me disse que havia insistido com seu filho para estudar e trabalhar, mas que o rapaz se recusava. Como última alternativa ele disse para o rapaz: “então vá ser pastor”. Logo em seguida me perguntou o que eu achava disso. Eu lhe respondi do jeito que a coisa veio: “Seu filho é tão desqualificado quanto você. Tal pai tal filho”. 
Virou mania no meio evangélico pastores dizer que existe uma unção especial sobre filhos de pastor. Outro dia, em uma reunião da ordem de pastores que frequento, um pastor disse que Deus lhe havia dado uma revelação que todo filho de pastor era pastor. Nunca ouvi tal atrocidade como aquela. Revelações esdrúxulas e carnais como estas somente atrapalham o meio cristão. Tais revelações passam por cima da Revelação da Palavra. Filho de pastor que não for alcançado pela graça de Deus perecerá como perece o ímpio. Alguém já disse no passado: “Deus não tem netos, somente filhos”. Mas que o Senhor se apiede de nós pastores e nos dê a graça de conduzir nossos filhos ao pleno conhecimento de Cristo. Que a igreja possa se submeter ao soberano Senhor e aceitar suas decisões. Que nunca esqueçamos que a soberania na separação de pastores para o ministério pertence ao Espirito Santo de Deus. At. 13:1-3. "1 E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. 2 E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. 3 Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram". 
Tem muito pastor carregando um fardo pesadíssimo quando se trata da sucessão pastoral. Ficam pensando e buscando um nome dentro dos familiares para sucessão ministerial. Sugiro que esqueça isso, mas dobre os joelhos juntamente com a igreja local ate que o Santo Espírito aponte um nome.
Que nós pastores sejamos mais fieis no trato das coisas de Deus. 
Em Cristo que não faz acepção de pessoas.

Soli Deo Glória

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

02 junho 2026

ESTUDO BÍBLICO PELA INTERNET - ZOOM

 


Todas as 3a feiras às 20h pela plataforma do ZOOM. Baixe o ZOOM na loja de aplicativos gratuitamente. Envie seu número de Whatsapp para 31 99196.7035 e no dia você receberá o link. Uns 5' antes entre na sala do Estudo. 

Pr. Luiz Fernando R. de Souza













26 maio 2026

A INTIMIDADE COM DEUS NÃO SE FAZ ÀS PRESSAS

   

A INTIMIDADE COM DEUS NÃO SE FAZ ÀS PRESSAS


Num mundo de rápidas mudanças temos a tendência a nos adaptarmos ao ritmo imposto pelas mudanças e conceitos vigentes. Nada nos incomoda mais do que esperar. Chico Buarque já cantava: “a espera é difícil”. Queremos tudo "on line" em tempo real e isso dentro dos mais diversos segmentos de nossas vidas. Não suportamos esperar em um restaurante o tempo de preparo de uma refeição. Filas de bancos, cinemas e transportes nos causam irritação. Quantas vezes somos surpreendidos colocando palavras na boca da outra pessoa por ela ser lenta no raciocínio ou no falar? Jung já dizia: “a pressa não do é diabo, ela é o diabo”. Sim vivemos neste ritmo e achamos que tudo o que nos envolvemos deve entrar neste mesmo ritmo.

Quando falamos em comunhão com Deus e isso implica em intimidade sofremos um duro golpe, pois, a intimidade com Deus não se faz às pressas. Entendemos que para conhecermos a Deus bastam três momentos de oração. Café da manhã, almoço e jantar. Ficamos tão viciados nestes momentos que tudo se passa em menos de trinta segundos. Esses momentos nada significam senão nossa falência espiritual. Ninguém tem intimidade com outra pessoa fazendo o que fazemos em relação a Deus. Se todo o tempo dedicado às nossas famílias fosse o tempo dedicado a Deus, com toda certeza, não teríamos mais família.

O Senhor Jesus nos orienta a entrarmos em nossos aposentos de ali desfrutarmos da doce comunhão com o Pai. O ato de entrarmos em nossos lugares secretos simplesmente aponta para um distanciamento do ritmo frenético da vida e um adentrar consciente na intimidade do nosso maravilhoso Deus. O salmo dezesseis nos diz no versículo 11: “Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente”. Davi está nos mostrando o que ele vivia constantemente. Ele está nos dizendo que gozava as farturas de alegrias e as delicias de Deus, pois, elas estavam na intimidade dEle.

O profeta Jeremias escreveu aproximadamente 650 anos antes de Cristo: “Invoca-me, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes”. Também disse: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”.

A intimidade com Deus não é gerada por breves momentos de oração, mas através de tempo investido no estudo da Palavra, tempo investido em oração e na contemplação do Senhor. Deus fala conosco. Nossa intimidade com Deus não pode se constituir em um monólogo, mas em um dialogo. Deus disse que iria anunciar, revelar, proclamar coisas grandes e ocultas que não sabíamos. Os pastores vivem um sério dilema. Muitos acham que estudos teológicos são suficientes para a vida pastoral e eclesiástica. Estudar é algo fascinante e extremamente necessário, mas não é 100% do ministério. O academicismo sem piedade é um poço sem fundo. A fome do saber é inerente ao ser humano, mas esta fome desvinculada da piedade não é fonte de contentamento. Acredito que aquilo que Deus quer fazer em nós é muito superior àquilo que Ele pretender fazer através de nós. Somente entendermos um texto bíblico para pregarmos um sermão, nada acrescenta. Nós pastores precisamos entender o texto bíblico e nos alimentarmos dele primeiro, depois, através da oração, colocarmos Deus no sermão. Nós pastores precisamos ser orvalhados pela Graça de Deus em nossos aposentos secretos e depois trovejarmos nos púlpitos como boca de Deus. Existe uma máxima empregada para nós os pregadores: Devemos afligir os que se sentem confortáveis e confortar os aflitos”. Nosso povo sente a diferença quando pregamos e mostramos a nossa intimidade com Deus.

A igreja se torna mundana quando perde sua intimidade com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Banaliza as verdades eternas e sacrifica os valores de Deus quando não mais cresce na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.

Sem uma crescente intimidade com o Senhor nosso cristianismo não passará de religião morta e inoperante.

A INTIMIDADE COM DEUS NÃO SE FAZ ÀS PRESSAS.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza



04 maio 2026

MARCAS DE UMA IGREJA DOENTE

 

Depois de mais de dois mil anos de cristianismo. Depois de tantos concílios universais da igreja. Depois de tantos milhares de livros escritos sobre toda a teologia, esbarramos no sec. XXI com uma igreja doente. Deveria estar sadia, viçosa e madura, mas se encontra raquítica, doente e vem perdendo sua força a cada geração. Sua importância é questionada e seu valor posto à prova. Igreja por natureza é um corpo vivo, atuante e transformador. Seus membros devem crescer pela Palavra e testemunho. A igreja deve marcar mais pelo contraste do que pela semelhança. Mas em nossos dias ela vem se igualando ao mundo e oferecendo exatamente o que o mundo já tem e não satisfaz. Gostaria de analisar algumas marcas que aponta para uma igreja doente.

1 – Gigantismo em Lugar de Crescimento.

Hoje o padrão para se avaliar a benção sobre uma comunidade é o número de frequentadores. Não importa se são salvos ou não, mas se está cheio. Tomando este padrão como norma para as épocas da igreja, veremos que o próprio fundador da igreja foi um fracasso, pois, deixou somente 120 discípulos e estes medrosos. Se tomarmos este padrão para o mundo árabe, veremos que os missionários que trabalham por lá a mais de vinte anos são fracassados, pois, suas congregações são compostas por pouquíssimos convertidos nativos. Não sou contra congregações grandes, sou contra a despersonalização que elas geram. Os membros deixam de ser ovelhas e tornam-se estatísticas. Tem sites de igrejas que mostram, como se fosse um troféu, o número de membros arrolados com dizeres mais ou menos assim: “hoje já somos tantos milhares...”. Com isso querem mostrar que o Senhor é mais bondoso com eles que com as demais congregações? Esse gigantismo é uma distorção gritante do que a Palavra diz. A Palavra diz que a igreja é um corpo ajustado com cada parte ajudando as demais no exercício de suas funções. Os dons são distribuídos visando o crescimento do corpo. Mas a antítese do gigantismo vivido atualmente é a inanição dos membros. Estes não crescem na proporção do número de membros. São crianças espirituais e crianças não trabalham, dão trabalho. Abraçam qualquer ensinamento de forma acrítica e vivem de onda em onda. A igreja está doente porque aceita ser medida pelos padrões de desempenho empresarias, mundanos que pelos padrões de Deus. Está doente porque confundiu gigantismo com crescimento.

2 – Muito Dinheiro Investido em Prédios e Pouco em Missões.

Se fizéssemos uma análise do valor patrimonial das 20 maiores igrejas nos pais ficaríamos estarrecidos com quantos milhões de Reais estão invertidos em templos suntuosos. Cada vez mais as igrejas buscam prédios maiores com o argumento que precisam de maiores espaços para acolher seus membros. Esquece-se que cada novo templo, por maior que seja já nascerá pequeno, pois, o crescimento natural da congregação inviabilizará qualquer empreendimento imobiliário. Alguns líderes afirmam que possuem um patrimônio de tantos milhões de dólares, como se fossem deles tais igrejas. Outro dia ouvia um sermão de um apóstolo, dos mais insanos possíveis, no qual dizia que havia construído uma igreja de

R$ 35.000.000,00 no meio de uma floresta tropical. Ele se gabava do fato de ter nascido no nordeste e agora estar onde está. Paulo pensava o contrário quando disse: “Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo”. I Cor. 15:10. Paulo sempre apontava para a graça de Deus. Nunca achou que nele havia algum bem ou valor, mas sempre a graça. Ele foi enfático neste versículo quando disse: “todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo”. Paulo sofria e lutava para que Cristo fosse formado em seus ouvintes. “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”. Gal. 4:19. Quando investimos em pessoas os ministérios acontecem, os dons de ajuda mútua emergem e a obra expande. A igreja está doente porque olha para dentro de si mesma enxergando somente suas necessidades e esquece-se de olhar para a seara que está branca e pronta para ceifa. Vejo os relatórios da convenção da qual faço parte e fico estarrecido com os valores aplicados em missões. Acredito que o executivo regional desta convenção deva ganhar um pouco menos do que o total investido em missões no estado. Não sou contra remunerar bem pessoas que se esforçam para o crescimento do Reino. Mas a necessidade de um não pode ser mais significativa que de todo um estado. O erro está em investirmos pouco, muito pouco em missões. Nunca soube de um alvo missionário para envio de 100 missionários para missões em um ano específico. Sempre os alvos são financeiros e estes, salvo engano, nunca são alcançados, porque a igreja não tem consciência missionária. A igreja está doente porque acredita que possuindo prédios gigantescos estará influenciando o mundo e mesmo o salvando. A igreja está doente porque já não mais chora pelos perdidos e seus destinos, mas se alegra com um capitalismo travestido de espiritualidade. A Igreja está doente porque perdeu seu grande alvo, o mesmo de Cristo, buscar e salvar o perdido.

3 – O Pragmatismo é Mais Importante Que a Palavra.

Fomos assaltados pelo pragmatismo. Se funciona deve ser de Deus. Não perguntamos se está de acordo com a Palavra. Deu resultado esqueça o resto. Um pregador pela televisão disse que não estava pedindo dinheiro naquele mês, em seus programas, porque muitos haviam ofertado para seu ministério depois que um profeta havia prometido uma unção financeira ilimitada por R$ 900,00. Deve ter entrado muito dinheiro mesmo depois de tal profecia para que tal pregador jogasse no lixo a razão, a consciência e a Palavra. Isso é pragmatismo ao extremo. Parece-me que para tais pessoas os meios justificam os fins. Nem tudo que funciona vem de Deus. Nem tudo que dá certo tem apoio na Palavra. Temos um exemplo dramático no Antigo Testamento. Israel quando saiu do Egito não se dispersou no deserto porque adorou o bezerro de ouro. Um fim foi alcançado, a não dispersão, mas ao preço de sacrificar a comunhão com Deus. O pragmatismo sacrifica a Palavra no altar do erro e do oportunismo.

A igreja está doente porque aceita os resultados sem prová-los pela Palavra. A igreja está doente porque a Palavra foi preterida como regra de fé e prática.

4 – Emoção Sim, Razão Não.

Os cristãos modernos são chorosos, gritadores, histéricos menos racionais. Os pastores, não em sua totalidade, incentivam a irracionalidade e a emoção extrema como forma de espiritualidade. Acham que se o povo gritar e pular é porque o Espírito Santo está agindo. Não me entendam mal. Creio que a presença de Deus pode mexer com todo nosso ser e podemos ter reações não convencionais, como aconteceu na época de Jonathan Edwards (1734). Mas somente emoção destituída de razão é um absurdo. John Mackay disse: “Ação sem reflexão á paralisia da razão”.

Hoje em muitas igrejas existe a mania ou tendência de dar um brado de vitoria. O povo grita até ficar rouco. Isso é catarse pura, mas confundem sair desses cultos aliviados com sair dali abençoados. Paulo nos encoraja a praticarmos um culto racional (Rm. 12:1). Paulo nos encoraja a buscamos a sabedoria e o conhecimento para aprovarmos as obras de Deus.

A igreja está doente porque exalta a emoção e esquece-se da razão. Está doente porque o arrepio vale mais que a Palavra que em tudo pode nos tornar aptos para salvação.

5 – O Evangelho da Cruz Foi Sacrificado no Altar de Mamon.

Não é preciso ser experto em economia e finanças para identificar a crise que vive a igreja. Numa nação onde a justiça social é pouco praticada, a renda está concentrada nas mãos de poucos, o abismo entre ricos e pobres aumenta assustadoramente e os efeitos desastrosos de uma política neoliberal se fazem sentir, nada mais seduz as pessoas do que a oferta de dinheiro fácil, haja vista, o alto grau de endividamento dos aposentados após o governo federal permitir um comprometimento de suas rendas em empréstimos junto a bancos. O lucro dos bancos têm sido astronômicos. O povo endividado até o pescoço e os banqueiros colhendo os maiores resultados das últimas décadas. Neste contexto o que mais cresce no Brasil são casas lotéricas, bingos, jogos eletrônicos proibidos e igrejas. Atraem os pobres com promessas de enriquecimento rápido. As loterias e congêneres pela facilidade de aposta e as igrejas com a doentia teologia da prosperidade ou da vitória financeira. Estamos promovendo a maior desevangelização do Brasil. Estamos perdendo um momento precioso de anunciarmos o evangelho da cruz que gera arrependimento, fé e o novo nascimento. Em muitos lugares o evangelho da cruz foi substituído pelo evangelho da prosperidade que gera ganância, barganha, materialismo e grandes desapontamentos. Sabemos que a maioria nunca chegará a gozar das falsas bênçãos apregoadas por pregadores gananciosos, materialistas e desumanos. Está emergindo toda uma geração de cristãos decepcionados com o evangelho de Cristo. Pessoas que no médio e longo prazo nada farão pelo Reino de Deus, porque estão tentando absorver ou conviver com as frustrações que tiveram nas igrejas que pregam tais distorções.

Há bem pouco tempo acusávamos os católicos romanos de idólatras porque adoravam outros deuses ou santos. Mas deparo-me com a idolatria no meio evangélico. Não adoramos santos nem deuses, estamos adorando Mamon.

A igreja está doente porque oferece os benefícios da cruz sem a cruz. A igreja está doente porque aponta para este mundo como um fim em si mesmo. A igreja está doente porque se esqueceu de dizer ao homem que somos peregrinos em um mundo hostil a Cristo e seu evangelho.

6 – Teologia e Clareza Doutrinária Não, Revelações Sim.

Hoje em dia para tudo há uma nova unção. Unção de nobreza de Salomão por R$ 10.000,00, unção de Abraão por ter agarrado a camisa de um profeta judeu norte-americano, unção de Ester, unção do Leão de Judá, unção de Davi, unção apostólica e por ai vai. Nunca vi tanto besteirol no meio cristão. O pior é as pessoas acreditarem que isso é verdade. Sacrificam suas competências mentais em nome de uma espiritualidade doentia e insana. Visões, palavras proféticas, atos proféticos tudo isso mostrando o vazio interior de líderes confusos e desequilibrados. Os cristãos acham que qualquer pessoa que fala em nome de Deus ou se diz pastor merece crédito. Estamos vivendo um momento onde milhares de pastores autocomissionados e mesmo consagrados a rodo falam em nome de Deus. Como não possuem formação teológica sadia ou mesmo compram seus diplomas teológicos de pessoas desqualificadas e desonestas, falam sobre revelações, visões que nunca tiveram usando a Bíblia como um manual manipulável e manipulador de massas. As massas evangélicas foram cooptadas por certo triunfalismo, certo utilitarismo e mesmo hedonismo, onde o que vale mais é a sensação prazerosa e imediata. Tem mais valor a estética do que a ética, o sentir e não o pensar e a quantidade e não a qualidade.

A igreja está doente porque as novas revelações são mais importantes que A Revelação da Palavra.
A igreja está doente porque os sentimentos são mais valorizados que o pensar consistente.
A igreja está doente porque relativizou a Palavra de Deus. Está doente porque não possue mais valores absolutos.
Mas ainda resta muita esperança porque o Soberano Senhor está no controle de tudo. Ainda resta esperança porque existem homens e mulheres de Deus que pagam um preço pela sanidade, integridade e não se curvam, nem se embriagam com estas posturas alucinadoras. Existem servos de Deus que não se venderam, nem pagaram por bênçãos e nem relativizaram os fundamentos da fé e de uma vida cristã integral.

Ainda há esperança para igreja, eu creio nisso.

Soli Deo Gloria.

Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza


23 abril 2026

UM CLAMOR A UM PROFUNDO ARREPENDIMETO


          UM CLAMOR A UM PROFUNDO ARREPENDIMETO

Lam. 3:40-42 – 5:21 - "Examinemos e provemos os nossos caminhos e voltemos para Jeová. Elevemos o nosso coração com as nossas mãos a Deus nos céus. Transgredimos e nos rebelamos, e tu não nos perdoaste." “Restaura-nos a Ti, Senhor, para que sejamos restaurados; renova os nossos dias como antigamente...”

Lamentações é um livro em forma de poesia. Nele o profeta Jeremias descreve o cerco que Jerusalém sofreu da Babilônia.

Nestes dois versículos o profeta pede que o povo de Israel examine profundamente seus caminhos ou modos de vida para um retorno a Deus. Mesmo vivendo momentos de extrema angústia, o povo não se tocava que o retorno a Deus seria sua libertação.

Jeremias, nesses versículos, faz um apelo para que Israel retorne a Deus, uma admissão tácita de que eles de fato se afastaram dele. Além disso, é necessário um retorno sincero e de coração. "Estender as mãos não basta por si só" (Is.1:25 ). É o coração que deve ser elevado a Deus, e não apenas as suas mãos.

Tem atitudes que embora seja despretensiosas, nos afastam de Deus. Sofremos muito com o uso excessivo de telas. Nossa mente fica em estado de entorpecimento, pois o excesso de tela libera uma alta dosagem de dopamina (hormônio do prazer) que tem o mesmo efeito de uso constante de drogas como Crack, anfetaminas etc. Outros comportamentos como o uso da pornografia são escravizantes e isso nos afasta de Deus. Esse afastamento é a causa de perdermos a comunhão e empobrecermos nossa vida cristã. Ficamos sem objetividade de vida e parece que estamos em um vácuo existencial. Na realidade nosso estado diante de Deus é de mortos.

No vers 21 do cap. 5 o profeta pede a intervenção de Deus. Aqui há uma duplicidade de conversão, do homem para Deus e de Deus para o homem. Calvino disse: “Este é agora o argumento que o Profeta aborda quando diz: “Converte-nos, ó Jeová, e seremos convertidos”; isto é, “Se tu, ó Jeová, te aprazes em nos reunir, a salvação já nos é certa”. E ele não fala aqui de arrependimento. Há, de fato, uma dupla conversão dos homens a Deus e uma dupla conversão de Deus aos homens. Há uma conversão interior quando Deus nos regenera pelo seu próprio Espírito; e a conversão em relação a nós mesmos é considerada o sentimento da verdadeira religião, quando, depois de termos nos afastado dele, retornamos ao caminho reto e a uma mente firme. Há também uma conversão exterior em relação a Deus, isto é, quando ele acolhe os homens em seu favor, de modo que seu favor paternal se torna evidente; mas a conversão interior dos homens a Deus ocorre quando eles recuperam a vida e a alegria”.

"Renova os nossos dias como antigamente" .

Ele deu, como sabemos, muitas e constantes provas do seu favor e misericórdia. Como, então, a bondade de Deus havia sido tornada evidente por tantas evidências, o Profeta agora diz: "Renova os nossos dias como antigamente", isto é, "Restaura-nos àquela felicidade que antes era um testemunho do teu favor paternal para com o teu povo". Agora, então, compreendemos o significado das palavras do Profeta.

Mas é preciso notar que ele fundamenta sua esperança nos antigos benefícios de Deus; pois, assim como Deus redimiu seu povo no passado, muitas vezes auxiliou os miseráveis ​​e derramou sobre eles, para a posteridade, uma plenitude de bênçãos, o profeta se encoraja a nutrir uma boa esperança e sugere também aos outros o mesmo fundamento de confiança. Vemos que Davi fazia isso frequentemente; pois, sempre que mencionava antigos testemunhos do favor de Deus para com seu povo, ele inferia que Deus estenderia a mesma bondade e benevolência à posteridade.

Queridos irmãos, que examinemos e esquadrinhemos nosso caminhar, modo de vida e contemos com as misericórdias do Senhor e Sua Graça para que nos voltemos para Ele integralmente e ELE para nós para que vivamos o Seu pleno favor.

 SOLI DEO GLORIA

 Pr. Luiz Fernando R. de Souza

 

01 fevereiro 2026

ESTUDO REVELA QUE MENOS PASTORES ESTÃO PENSANDO EM DESISTIR

 


Segundo novos dados da Barna Research, a proporção de pastores que consideram abandonar seus cargos está apresentando um declínio significativo desde o auge da pandemia de COVID-19.

Citando as conclusões do seu relatório " Estado da Igreja 2025 ", produzido em conjunto com a  Gloo , a Barna Church relata que a percentagem de pastores que sentiram vontade de abandonar os seus cargos tem apresentado um declínio constante desde 2022, atingindo os 24% em 2025.

“[Cerca de] 24% dos pastores protestantes seniores dos EUA dizem ter considerado seriamente deixar o ministério em tempo integral no último ano — um declínio em relação aos níveis máximos registrados durante o auge da era da pandemia”, observou a Barna em um novo relatório , citando dados de uma pesquisa de dezembro de 2025 com mais de 410 pastores protestantes seniores dos EUA.

“Embora ainda representem uma parcela substancial dos líderes, a diminuição sinaliza uma mudança significativa após vários anos marcados por intensa pressão profissional.”

Os entrevistados foram questionados: "Você considerou seriamente a possibilidade de abandonar o ministério em tempo integral no último ano?" Embora quase um quarto tenha respondido "sim" em dezembro de 2025, esse número representa uma queda significativa em relação ao pico de 42% registrado em março de 2022, quando 510 pastores foram entrevistados. 

O estudo " Explorando o Impacto da Pandemia nas Congregações " , do Instituto Hartford para Pesquisa Religiosa, constatou que, no outono de 2023, mais da metade (53%) dos mais de 1.700 líderes religiosos entrevistados afirmaram ter considerado seriamente abandonar o ministério pastoral pelo menos uma vez desde 2020. Essa porcentagem foi significativamente maior do que os 37% de pastores que relataram, em 2021, terem tido pensamentos semelhantes desde 2020.

Cerca de 44% dos pastores também disseram ter considerado seriamente deixar suas congregações pelo menos uma vez desde 2020. Esse número é mais que o dobro dos 21% de pastores que relataram esse sentimento em 2021.

Os pesquisadores da Barna observam que, embora a proximidade com a pandemia tenha influenciado a forma como os pastores se sentiam em relação aos seus trabalhos, esse não foi o único fator que impulsionou a queda na proporção de pastores que cogitaram abandonar o cargo.

“À medida que as igrejas se estabilizam, muitos pastores relatam estar recalibrando suas expectativas — obtendo maior clareza sobre o que é sustentável e onde os limites são necessários. As congregações também estão redescobrindo ritmos de culto e comunidade que foram interrompidos por anos, reduzindo a constante sensação de liderança emergencial”, explicaram os pesquisadores da Barna.

Em 2022, pesquisadores da Barna descobriram que mais da metade dos pastores (56%) que consideraram abandonar o ministério em tempo integral no ano anterior disseram que “o imenso estresse do trabalho” foi um fator determinante para essa decisão. Além desses fatores estressantes gerais, dois em cada cinco pastores (43%) relataram sentir-se sozinhos e isolados, e cerca de 38% afirmaram que as “divisões políticas atuais” os fizeram pensar em desistir do púlpito.

Uma parcela igual de 29% dos pastores também disse que pensou em desistir porque não estava otimista em relação ao futuro de sua igreja; estava insatisfeito com o impacto do trabalho em sua família; ou tinha uma visão para a igreja que entrava em conflito com os objetivos da igreja. Outros 24% dos pastores disseram que consideraram desistir porque sua igreja estava em declínio constante.

Ao analisar suas descobertas recentes, os pesquisadores da Barna afirmaram que uma diminuição na proporção de pastores que sentem vontade de desistir não significa necessariamente que os desafios que enfrentam no ministério tenham sido resolvidos.

“Uma minoria significativa de líderes ainda se sente à beira do colapso, e os pastores mais jovens, em particular, continuam vulneráveis ​​à síndrome de burnout. Mas essa mudança é importante”, observaram os pesquisadores.

“A estabilidade pastoral está intimamente ligada à saúde da congregação. Quando os pastores conseguem vislumbrar um futuro no ministério, as igrejas se beneficiam da continuidade, da confiança e da formação a longo prazo. Quando os líderes se afastam sob pressão prolongada, as congregações muitas vezes arcam com o custo — espiritual, relacional e organizacionalmente.”

LeoBlairChristianPost

13 janeiro 2026

TEOLOGIA DESCOMPLICADA E INTELIGENTE

 


Vem aí o Teologia Inteligente. Uma abordagem à teologia de forma simples e descomplicada, traduzindo os conceitos teológicos para todo cristão entender. A teologia abordada será a clássica e tradicional. Isso trará vários benefícios como: Compreender melhor como Deus age no mundo e nas sociedades humanas - Entender com clareza o que a Bíblia diz - Preparar com qualidade os participantes para identificarem as heresias e combatê-las - Qualificação de lideranças em diversas áreas da igreja, o que facilitará o ministério pastoral local, além de ser uma ótima oportunidade de reciclar o conhecimento para aquele que fez um seminário e muito mais.  Você vai dominar a teologia em sua própria casa.

Os encontros serão às 2a. feiras às 20h pelo ZOOM

Informações pelo Whatsapp 31 991170222

Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza

Graduado em História e Teologia

Pós Graduado em ADM Financeira e Filosofia da Religião.





NEPOTISMO ECLESIÁSTICO

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