08 fevereiro 2019

SEMINÁRIO - A RESSURREIÇÃO DE CRISTO - MITO OU FATO?



SEMINÁRIO -  A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Confirmado SEMINÁRIO SOBRE A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Existem evidências firmes da ressurreição? Ela é um fato histórico ou um mito?
Os discípulos ao afirmarem que viram Jesus Cristo ressuscitado, tiveram uma alucinação?
Os discípulos erraram o túmulo de Jesus na manhã da ressurreição?
A Igreja construiu a narrativa da ressurreição para dar forma a fé cristã?
Com a ressurreição, o cristianismo cai ou fica em pé. 
Dia 23/03/2019 - Prepare-se. Participe deste seminário esclarecedor e fortalecedor
EXCELENTE OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO PESSOAL E ESPIRITUAL. 
TRAGA SUAS LIDERANÇAS.
Local - Igreja Batista da Aliança - Rua Ártica, 220 - Bairro Caiçara - BH/MG
Horario - 19H - 21H30.
Investimento R$ 45,00 até o dia 10/03 - após R$ 60,00

Inscrições no site WWW.FORCAPARAVIVER.ORG  
Ao entrar no site, vá no link loja e faça sua inscrição.

VAGAS LIMITADAS A MENOS DE 100 INSCRITOS

23 janeiro 2019

UMA FÉ VERDADEIRA

Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
 Para Um grande percentual de cristãos, Cristo não é verdadeiro nem real e na maioria das vezes não passa de um ideal. Professam uma experiência com Cristo, mas agem de maneira que não fosse. Mas a nossa real posição somente pode ser manifestada através do modo como agimos e não pelo que dizemos.
A única maneira de provarmos nossa fé é por meio do compromisso que mantemos com ela. Nos dizeres de A. W. Tozer: “Toda fé que não se impõe sobre aquele que a detém, não é uma crença real é uma pseudocrença”.
Quando a vida pede comportamentos, em suas várias nuances, uma pseudocrença não se sustenta diante de seus rigores, e mesmo Deus nos leva a circunstâncias onde nossa fé é provada. Tiago, em sua carta, nos diz que a fé depois de ser provada gera paciência e a paciência nos leva à perfeição e completude de vida. O termo utilizado por Tiago para “prova da fé”, no grego, é o mesmo usado para purificação de metais, dentre eles o ouro. O ouro quando purificado tem seu valor realçado.
É prática entre os cristãos o acomodamento confortável diante da admissão das verdades do cristianismo, sem contudo permitirem que essa fé professada se imponha sobre seus compromissos, comportamentos e cosmovisão, ou seja, as implicações da fé, no dia-a-dia do cristão, não atingem suas práxis de vida, assim sendo, os cristãos se tornam teóricos da fé e não praticantes operosos da mesma. Via de regra arranjamos um lugar para Deus em nossos corações e mentes onde nos sentimos seguros de ter uma crença no transcendente, mas sem deixar este transcendente ditar as normas de nossas vidas, cumprindo-se aquilo que disse o Senhor Jesus: "E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?"
As implicações da fé em Cristo devem atingir nossa cosmovisão, nossa ética profissional e pessoal, nossas decisões, enfim, deve permear toda nossa existência. Agindo assim, com uma falsa fé, vivemos de tal modo que não dependemos mais do Senhor e não o incluímos em nossas decisões. Planejamos tudo, formamos estratégias e depois de tudo feito, oramos para que o Senhor abençoe. A fé não verdadeira sempre dá um jeito de não incluir Deus ou sempre tem o plano B caso Deus falhe. Ao contrário, quando a fé permeia nossas vidas, somente teremos uma saída e um caminho, não teremos alternativas e o que passar disso é o caos. Os três companheiros de Daniel não tinham um plano B quando foram confrontados pelo Rei de Babilônia e quando estavam diante da grande decisão diante do Rei disseram: “Quanto a dobrar os joelhos diante da estátua de ouro não temos nada a discutir, ou Deus nos livra ou morreremos, mas não dobraremos diante da estátua”. A regra áurea é buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus.
A fé não verdadeira não passa de crença verbal e o possuidor de tal fé se esforça para que não tenha de depender de Deus em suas decisões e arranjos na vida. Duro será quando tivermos nas fronteiras da vida e percebermos que não cultivamos uma fé verdadeira, para nos sustentar diante das duras provas. A morte é o momento derradeiro e nada poderá tomar o lugar da fé verdadeira nesta hora. Riquezas, sonhos, cultura, poder, status etc. nada preencherá o vazio existencial deixado pela fé não verdadeira.
Precisamos convidar e permitir que o Senhor nosso Deus nos leve a céu aberto para desnudar nosso falso modo de vida e nos capacitar em segurança quando mais nada restar. Pode ser um amargo remédio, mas nos curará da falsa fé agora.
Paulo nos diz em II Tm. 1:5 “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há”.

Soli Deo Gloria


Pr. Luiz Fernando R. de Souza

02 janeiro 2019

NOVOS TEMPOS PARA O BRASIL



O cortejo presidencial de Bolsonaro pelas ruas de Brasília foi no tradicional Rolls Royce da presidência, de 1952.
Há muito tempo que não me interessava por uma transição de governo. Hoje, depois de anos, me entusiasmei para assistir a posse do nosso novo presidente. Emocionei-me e me vi participante. Agora, me resta orar e fazer a minha parte. Novos dias começaram e serão as novas oportunidades de fazermos diferente. Deus abençoe nosso país, nossos governantes e que a igreja seja despertada para ser a contra-cultura. 

SOLI DEO GLORIA

14 dezembro 2018

QUANDO A REVELAÇÃO PARTICULAR FERE A PALAVRA DE DEUS – PARTE II




QUANDO A REVELAÇÃO PARTICULAR FERE A PALAVRA DE DEUS – PARTE II
7 - O expositor afirma que tanto Calvino quando Armínio estão estavam corretos em suas afirmações ou pressupostos.
As posições de Calvino e Armínio são irreconciliáveis. São diametralmente opostas e frontalmente dispares.
O expositor erra ao desconhecer a lei da filosofia – Lei da Não Contradição – que diz que duas proposições opostas, ao mesmo tempo, não podem ser verdadeiras.
Agora, dizer que Calvino afirma que Deus inicia a salvação e a efetua é verdade, mas dizer que o crescimento na justiça e proposição arminiana é desconhecer o que é o calvinismo. Tanto Calvino quanto Armínio discordaram nos pressupostos básicos quanto a salvação, se ela é sinergista ou monergista.
Para todo cristão, seja arminiano ou calvinista, a prática da justiça é uma obrigação e não questão de início de quem provoca a salvação.
De vez em quando é bom fazer uma visita à História da Teologia ou mesmo à teologia e seus apêndices.

8 – O expositor afirma que quando chega em uma cidade ele toma a autoridade desta cidade para depois fazer a obra de Deus. Que ele proíbe Satanás de agir naqueles momentos.

Esses ensinamentos de tomar autoridade sobre localidades e amarrar Satanás, vem de palradores como Morris Cerullo e Peter Wagner. Não encontramos nada parecido com isso no Novo Testamento, nem na história da igreja. São invencionices do sec. XX.
Não vemos Lucas descrever esse comportamento ao apóstolo Paulo ao chegar em Atenas ou em qualquer outra cidade.
Vemos sim, pelo contrário, um incremento para a divulgação da Palavra de Deus, que provocará mudanças em todos os níveis.
Quando Calvino chegou em Genebra ele não proibiu os demônios de agir e nem declarou em momento algum que tomara a autoridade sobre a cidade, antes tratou de pregar toda a Bíblia para a palavra provocasse as mudanças necessárias.
Na história das missões, nunca foi relatado que algum missionário tivesse feito isso.

 9 – Adorador – Intercessor – Proclamador

O expositor quer construir um argumento e favor da adoração como catalizador dentro do Reino de Deus.
Afirma que – Gabriel – Miguel e Lúcifer formavam a trilogia que fundamenta o argumento da adoração.
Tenta encontrar base neotestamentária para que Tiago – João e Pedro também componham, como figuras, a trilogia atualizada.
Afirma que com a queda de Lúcifer, Deus passa a procurar adoradores que o adorem em espirito e em verdade.
O expositor faz afirmações como se estivesse dando tiros para qualquer lado. Não existe fundamentação bíblica para tais afirmações. Parece que ele tem uma ideia e depois busca encontrar versículos bíblicos avulsos para fortalecer sua ideia.
Criar uma trilogia do nada é algo estranho. Creio que o expositor quis enfatizar a adoração como elemento principal desta trilogia, porque afirma que se o altar da adoração for levantado atrairá a intercessão e a proclamação. Gostaria de encontrar base bíblica para tal afirmação, mas não consegui.
No Novo Testamento não encontramos a adoração como um altar que deva ser levantado para atrair ou ter como consequência ou corolário a intercessão e a proclamação. Antes encontramos, como tema central, a proclamação do evangelho. Entendo que adoração tem 2 faces como uma moeda. Uma é a contemplação e a outra é o trabalho ou a proclamação do evangelho. Intercessão, proclamação e adoração fazem parte da vida cristã como modos de vida. Todo cristão deve praticar tais comportamentos. Agora criar uma trilogia é algo complicado.

10 – Nosso Trabalho é de Adoração

Essa forma de pensamento tem levado a igreja a se enclausurar dentro de 4 paredes e viver o evangelho de forma intimista e individual. Tem roubado da igreja sua força evangelizadora e consequentemente sua relevância no mundo ou sociedade. Nunca tivemos tantos cantores gospel como atualmente. Nunca a igreja cantou tanto como em nossos dias, mas ao mesmo tempo, nunca deixou de evangelizar tanto como agora. Veja o número de missionários enviados anualmente pelas igrejas ou agências missionárias. Causa espanto que a Grande Comissão tenha sido relegada a segundo plano e tenha se tornado nota de rodapé na vida da igreja.
Nosso trabalho é ganhar o mundo para Cristo. É levar o evangelho até os confins da terra. É levar a glória do Senhor e sua luz onde somente existe trevas e ignorância.
Se a nosso trabalho for adoração e isso deveria se constituir em um altar para atrair intercessão e proclamação, conforme afirmado pelo expositor, então, o evangelho já deveria ter chegado aos limites do globo terra. Antes pelo contrário, vejo uma grande distorção no princípio bíblico e consequentemente um esvaziamento no conteúdo da mensagem pregada.
A afirmação de que o nosso trabalho é adoração, leva a uma infantilização da igreja e consequentemente criamos uma geração despreparada para a vida como um todo e cuja marca maior tem sido a sentimentalização da vida. Os cristãos atuais são sentimentais e pouco racionais e portanto, instáveis em seus comportamentos.
Quando o expositor afirma que quando adoro tenho autoridade, me pergunto: de onde tirou isso? Desde quando autoridade vem através da adoração? Autoridade se adquiri através da submissão. Quanto mais submisso for a Cristo e sua Palavra, mas autoridade tenho para levar o evangelho e confrontar os poderes do mal neste mundo. Qualquer autoridade que a igreja reclame, deve ser derivada da cruz do Calvário. Esse evangelho anunciado hoje em dia não contempla a cruz como centro e sim o ego humano. Como consequência temos a próxima afirmação do expositor.

11 – Deus nos Fará Famosos

A pergunta que fica é: Para que Deus nos faria famosos?  
A história mostra que muitas vezes quando alguém foi projetado e se tornou famoso a queda foi a consequência. A fama nos faz crer que somos acima de qualquer suspeita.
O objetivo do evangelho não nos é tornar famosos e sim SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER – Glória somente a Deus agora e sempre.
Somente no 1º capitulo de Efésios encontramos 3 vezes o objetivo da igreja e da obra de Deus.
A entronização do ego do homem tem enfraquecido o próprio homem e sua mensagem. Precisamos de evangelho cristocêntrico  e não egocêntrico.
Lemos em Is. 42:8 “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”.
Em Atos 12:23 “E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou”.
Herodes por não ter dado a glória a Deus morreu imediatamente comido de bichos.
Leia Daniel 4 veja a tragédia acontecida a Nabucodonosor por ter feito de sua fama e glória a ostentação de sua vida.
Lembremos de Lúcifer e seu orgulho.
Não podemos aceitar tais afirmações deste vídeo como fundamentos para uma vida cristã. Antes, sejamos como João Batista que disse: “Importa que Ele cresça e que eu diminua”.

Gostaria de continuar escrevendo mais, mas estou enjoado de, em tão pouco espaço de tempo, ouvir tantos equívocos. Deixo para outrem a continuação. Muitas outras afirmações deixei de comentar.



SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

Pr. Luiz Fernando R. de Souza




20 novembro 2018

QUANDO A REVELAÇÃO PARTICULAR FERE A PALAVRA DE DEUS




Recebi este vídeo de um colega pastor de uma grande igreja de outra cidade. Embora já tivesse visto o vídeo, não quis tecer comentários por ter achado exótico demais para comentar. Mas depois que esse colega se sentiu incomodado com o conteúdo expresso, resolvi tecer algumas ponderações.
Não conheço pessoalmente o expositor no vídeo e como sempre faço, não comento sobre pessoas, mas sobre ideias. Creio que existe muito boa intenção por parte do expositor e que ele crê piamente nisso que expôs. Oro para o Senhor use com poder nosso colega.
Ao ver o vídeo identifiquei mais de 15 afirmações que, a meu ver, vão de encontro à Palavra e a boa teologia.
Nesta postagem, analisarei 6 pontos inciais e posteriormente o restante.

1º. O Senhor Jesus Cristo não é Senhor dos salvos, mas Senhor de todos.
R – Aqui vejo um erro elementar. Como Deus, Cristo é Senhor de toda criação, mas como Salvador Ele é Senhor dos salvos ou da igreja. Na encarnação e exaltação Deus o fez Senhor e Cristo, “Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e CristoAtos 2:36.
Romanos 10:9 Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor. Quando o senhorio de Jesus ocupa o recinto de forma plena, o ouvinte não pode apenas ficar pensando algo para si, caladamente. Torna-se imprescindível emitir uma confissão, seja um não ou até mesmo uma blasfêmia, em caso negativo, seja a confissão de reverência: “Jesus é o Senhor” – entrego-me a ele como seu escravo (Rm 6.16)! Na confissão, portanto, não estamos apoiando opiniões religiosas, mas reconhecemos a nova condição da humanidade e do cosmos, que obviamente também reprogramará a própria vida. Uma confissão é uma declaração pública que desloca o relacionamento com esse Senhor das turbulências da oscilação de sentimentos particulares e o organiza com poderes legais. É no âmbito desse processo legal que se requer a confissão, devendo ser pronunciada com a boca e ouvida pelos ouvidos das testemunhas, pessoas e anjos.
Paulo encerra e define a questão de salvação com a afirmativa que necessário se faz confessar e crer, isso implica, que na salvação a aceitação de Cristo deve ser como Senhor e Salvador. O expositor do vídeo induz a crer que na salvação Jesus é somente o salvador e não Senhor. Essa dicotomia apresentada no vídeo já foi tema de debates recentes nos EUA. Aceitamos Jesus como Salvador e Senhor.
Paulo em Rom. 1:1 nos diz: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus”.
Notemos que a palavra “servo” o grego é “doulos” quer dizer escravo. Os apóstolos se viam como escravos do Senhor Jesus e é assim que devemos nos ver.
Alguns versículos importantes: Rom. 1:4,7; 4:24; 5:1; II Pe. 1:1,2,8,11; 3:8; II Jo. 1:3; Jd. 1:4 etc.

2º. O plano original de Deus nunca foi salvação, mas domínio.

R – o plano original de Deus sempre foi a salvação do homem. Foi causa do pecado que Cristo veio a este mundo. Temos em Gn. 3:15 o chamado protoevangelho “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
Isso aponta que desde o início da criação Deus já esboçava sua intenção prévia de salvação.
II Tm. 1:9-10 “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculosE que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho”.
Em II Timóteo o apóstolo Paulo deixa bastante claro que a salvação de Deus foi segundo seu propósito e graça e isso antes dos tempos dos séculos, ou seja, antes da fundação do mundo conforme Ef. 1:4 “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.
A eleição foi planejada antes que houvesse tempo e espaço, por isso, a vinda de Cristo foi para realizar esta eleição e ser Senhor da igreja e Salvador. Quando Paulo disse que a salvação é manifesta agora, quer dizer que foi executada no tempo e no espaço. A salvação estava dentro dos planos de Deus antes que houvesse espaço/tempo e agora, nos dias de Paulo, realiza-se no tempo/espaço. Em Gal. 4:4-5, Paulo foi muito claro sobre isso: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
5 Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.
Trato com detalhes a explicação destes versículos em uma postagem no blog MINISTERIO FORÇA PARA VIVER 
O expositor no vídeo diz que o propósito original de Deus era o domínio e domínio sobre as coisas, por isso, Jesus veio para reposicionar o homem para ele torne a dominar. Esse ensino de domínio apresentado no vídeo é oriundo de uma distorção dos ensinos dos apóstolos modernos, principalmente da International Coalition of Apostolic Leaders, na qual fazem parte Cindy Jacobs, Valnice Milhomens, Neuza Itioca, Rony Chaves etc.
Pregam uma mensagem megalomaníaca que a igreja deve dominar as esferas de poder no mundo. Suas profecias são astronômicas e mexem como emocional dos ouvintes. Mas a grande verdade é que estas profecias não se cumprem.
Deus, por ser Deus, já possui o domínio sobre tudo, inclusive sobre Satanás, que só age dentro dos limites da soberania de Deus.
Vejamos alguns textos bíblicos:
Jó 25:2 “Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas”.
Sl. 103:22 “Bendizei ao SENHOR, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio; bendize, ó minha alma, ao SENHOR”.
Etc.
O expositor no vídeo distorce Lc. 19:10 “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. O contexto de Lc. 19:10 fala da conversão de Zaqueu. Fica claro que um texto fora do contexto é pretexto ou heresia. Em momento algum o texto fala de resgatar o domínio sobre a criação que Adão teve, mas fala sobre resgatar o homem que havia se perdido por causa do pecado. A Bíblia precisa falar por si. Não podemos forçar a Palavra dizer o que ela não disse. Uma boa hermenêutica ajuda muito nestes momentos.
A sujeição de todas as coisas não será para o homem e sim a Cristo. Ef. 1:10, 22; Filp. 3:21; Col. 1:20; Hb. 1:3; 2:8,10;

3º. O expositor no vídeo cita o Sl. 8:4, mas na realidade queria citar 8:4-6 “Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés”.
Querendo dizer que no princípio Deus dera todo domínio ao homem na criação e que o homem participara da criação dando nomes aos seres criados. Vale lembrar que a afirmação do expositor que Adão participou da criação é ambígua, pois Adão somente desempenhou a função designada pelo Criador como gestor das coisas criadas, daí dar nomes a todos os animais criados. Adão sempre foi servo do altíssimo e o domínio que tinha era por designação. Quando o expositor cita o Sl. 8:4-6 afirmando que o propósito do homem na atualidade é dominar, erra fundamentalmente, pois os autores bíblicos aplicam este salmo a Cristo e não ao homem.
Heb. 2:7-8 “Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, De glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos; Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos”.
O que o autor de Hebreus quis dizer ao citar o Sl. 8:4-6?
A citação explicita dois aspectos da Cristologia: a encarnação e exaltação. O autor de Hebreus utiliza o salmo para falar da exaltação, nas declarações “Tu o coroaste de glória e honra”; “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés”. Já a encarnação do Filho é expressa na declaração “Tu o fizestes um pouco menor que os anjos”. Essa solidariedade com o ser humano, o fato de assumir humanidade, tornou possível para Cristo cumprir a intensão do Salmo. Nele (em Cristo), a plena dignidade e o destino do ser humano encontram sua máxima expressão. Assim sendo, a dignidade do ser humano, concedida a Adão por seu lugar no mundo, chega ao cumprimento e à expressão final no Filho enquanto este é feito Senhor de todas as coisas e todas as coisas são colocadas debaixo de seus pés. Aqui vale lembrar da escatologia realizada e da escatologia consumada, do já e do ainda não.

4º. O expositor afirmou que no céu não é eu mando você obedece, mas façamos nós.
Muito estranho isso, pois no céu existe a vontade de Deus. Cristo na oração do Pai nosso disse: “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como céu”.
Em Lc. 26:53 o Senhor Jesus faz referência à prontidão dos anjos (12 legiões de anjos). Todos prontos aguardando uma só ordem. Em Apocalipse vemos os cavaleiros e seus cavalos recebendo ordens para operar parte do juízo de Deus no mundo. Seres espirituais aguardado uma ordem para entrarem em ação.
No céu existe ordem e vontade. Façamos nós, aplica-se somente à Trindade. Parece que o expositor do vídeo quer colocar o homem (criatura) no mesmo pé de igualdade do Criador. No céu o que prevalece são os propósitos de Deus que não são questionáveis em momento algum.

5º. O expositor confunde Ef. 1:4. O texto bíblico de Efésios 1:4 (Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor) não fala de criação e sim de eleição. Mas o expositor torce o texto para se encaixar em seus argumentos de que o homem não é obra das mãos de Deus e sim do seu coração. Mas em sua exposição diz que Deus formou o homem do pó da terra e não criou o homem do pó da terra, mas criou o homem de dentro dele. Se assim fosse, o homem seria impecável. Aqui, formar ou criar é a mesma coisa. Qual seria então a diferença entre criar e formar?
Aqui o expositor erra grotescamente ao atribuir a procedência do homem da interioridade de Deus. Afirma que Deus criou o homem nEle ou diretamente dEle. Confunde o eleger nEle com o criar nEle. Eleger nEle quer dizer em Cristo, nos escolheu antes da fundação do mundo. Em teologia a procedência de Deus é o Filho e o Espírito Santo. No credo de Atanásio temos a seguinte afirmação: “O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente”. Em lugar algum da Bíblia ou nos credos temos qualquer referência que confirme as afirmações do expositor.

6º. O expositor afirma que a salvação é pela graça, mas o reino vem por obras. É conquistado pela força.
No evangelho de João o Senhor Jesus, no diálogo com Nicodemus, afirma: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. Jo. 3:3
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. Jo. 3:5. Ou seja, sem o novo nascimento não se entra no Reino de Deus. Neste texto de João entrar e ver o Reino é a mesma coisa. Isso só é possível pela graça mediante a fé.
O expositor entende que o Reino de Deus é pela força, talvez fazendo menção a Mt. 11:12 “E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele”.
Vamos entender este texto e ver onde o expositor milita em erro.
O Senhor Jesus Cristo aponta João como aquele que fora superior aos seus pares anteriores e que do início de sua vida até aquele momento os Reino de Deus era conquistado por meio da força.
Lc. 16:16 “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele”.
O verbo Binzetai, no grego, pode estar na voz passiva ou média e isso é possível no texto. Na forma passiva quer dizer que o Reino dos céus é violentado, forçado, tomado por homens violentos, tal como homens violentos tomam uma fortaleza.
Na voz média quer dizer – experimenta violência ou força seu caminho.
O entendimento mais factível deve ser o de que representa a maneira corajosa e resoluta dos fiéis, de aceitar para si o Reino que Deus lhes oferece, vencendo pela fé e pelo poder de Cristo, a qualquer oposição do mundo exterior, ou tentação íntima.
Os publicanos e gentios, que os escribas e fariseus criam que não tinham direito ao reino do Messias, cheios de santo zelo e veemência, se apoderam da misericórdia do evangelho que lhes é oferecida, tomando para si, como pela força, àqueles eruditos doutores que reclamavam para si os principais lugares nesse Reino.
Ex. Lc. 8:40-48 – Mt. 15:21-28.
Assim sendo, não existe outra maneira de entrar no Reino de Deus senão através da fé em Cristo e uma firme resolução de vencer as oposições.
Continuarei em breve. Aguarde.

SOLI DEO GLORIA NUNC ET SEMPER

Pr. Luiz Fernando R. de Souza




04 novembro 2018


Já com o novo horário de verão, nos reuniremos hoje, na Igreja Batista da Aliança - 
Rua Ártica, 220 - Bairro Caiçara - BH-MG, para celebrarmos nosso Deus em 
um grande culto. 
Continuarei pregando sobre o tema:VIVENDO INTIMAMENTE COM DEUS
O que acontece quando vivemos intimamente com Deus? Como viver assim?
 Qual é a participação do ESPÍRITO SANTO neste estilo de vida? 
Encha seu coração de alegria e expectativa e venha com sua família. Juntos podemos mais.
IGREJA BATISTA DA ALIANÇA - UMA IGREJA FAMÍLIA - UMA IGREJA DA PALAVRA
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