04 março 2016

APROFUNDAMENTO TEOLÓGICO 12/03/2016




NO DIA 12/03/2016 ESTAREI MINISTRANDO UM SEMINÁRIO SOBRE A PESSOA DE CRISTO EM NOVA SERRANA. SERÁ UM MOMENTO DE CRESCIMENTO, TROCA DE EXPERIÊNCIA E CONFRATERNIZAÇÃO. 
LOCAL - Rua José Geraldo Amaral, 95, Bairro Jardim São Francisco, Nova Serrana/MG.
HORÁRIO - 8 - 12H.
                 Teologia em foco

Chamada: A pessoa de Cristo é única na história. Ele dividiu a história e o cristianismo, que nasceu na base da pirâmide social, se impôs ao mundo em menos de 300 anos. Quem foi Jesus? Como foi possível a União entre Deus e Homem? Jesus podia pecar? Ele tinha 2 vontades? Por que a salvação tinha que ser em Cristo e não através de outro? Essas e outras indagações serão abordadas no Seminário “Teologia em Foco”. Uma grande oportunidade de atualização teológica, capacitação de liderança, conhecimento de novos colegas de ministério e crescimento em Cristo.
                                                          Participe e traga a liderança de sua igreja.

A quem se destina: Pastores, seminaristas e lideranças de igrejas.

Benefícios: Atualização teológica
                    Intercâmbio entre lideranças
                    Base sólida para uma fé cristã sadia
                    Capacitação de liderança para servir e auxiliar os pastores e igrejas.
                    Um poderoso antídoto contra heresias e doutrinas Duvidosas.

Conteúdo: Bases bíblicas acerca da Pessoa de Cristo – A divindade de Cristo/ A humanidade de Cristo.
                   A União Hispostática – O significado de Hypostasis
                                                           As 2 naturezas em Cristo
                   Conseqüências das União Hypostática – Comunhão dos atributos
                                                                                       - O homem Jesus é objeto de adoração
                                                                                       - A exaltação da natureza humana de Cristo
                     Jesus podia pecar? E se tivesse pecado?
                     Erros doutrinários em relação a Cristo – Gnosticismo
                                                                                      Apolinarismo
                                                                                      Nestorianismo
                                                                                      Monotelismo
                      A pessoa de Cristo nas diversas confissões de fé – Confissões reformadas
                                                                                                         Luteranismo
                                                                                                         Batistas
                      A doutrina de Cristo na Modernidade – Socianismo
                                                                                         Cristologia Panteísta
                                                                     A doutrina da Kenosis (esvaziamento)
                                                                                         A cristologia de Scheleimacher

02 março 2016

NOSSO IRMÃO GILDO BARROS ESTÁ COM O SENHOR

Foto de Dudu Batera.

Coisa de quatro ou cinco dias atrás fomos surpreendidos com a notícia da enfermidade do nosso querido irmão Gildo Martins Barros. Todo o nosso grupo começou a orar por ele, mas submissos aos propósitos do Senhor. Era orar expressando o desejo de nosso coração mas com aceitação da soberania de Deus. Hoje, soubemos que ele faleceu, e amanhã pela manhã, das 8 às 11, estaremos no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, expressando nosso amor à família. Gildo foi promovido e está agora em companhia do Senhor Jesus, a quem ele muito amou. Gildo veio da Bahia para BH para estudar. Ligou-se à Cajoba – Casa do Jovem Batista – e começou a participar da nossa União de Mocidade da IBF. Sempre atuante, foi um dos primeiros da nossa igreja que sabia tocar violão, e muito bem. Tornou-se figura obrigatória no período de louvor, tanto da mocidade quanto da igreja, acompanhado pelo Dervy Gomes no Teobaldo (contrabaixo artesanal), no bandolim pelo Hélio e no bongô pelo Eucir. Nossa mocidade era muito ativa no evangelismo, na oração, e nos intercâmbios com outras mocidades, e assídua nos cafezinhos de domingo, depois do culto da noite. Certa feita Gildo nos falou que seu irmão, Dilton, estava pensando em vir para Belo Horizonte, e pediu que orássemos pela conversão dele. E fomos orando. Um belo dia o Dilton apareceu por aqui. Naturalmente logo o convidamos para a “reunião do amigo”, que era evangelística e de estudo bíblico. Não me lembro se aconteceu na primeira vez que o Dilton foi, mas, se não foi na primeira, foi em uma das primeiras que ele se converteu. Sabem como é: solo adubado com oração e preparado pelo Senhor costuma mesmo frutificar. Dilton se converteu pra valer, e logo colocou seu violão – e ele era ainda melhor que o Gildo – a serviço do Senhor. Hoje é pastor, e isso já há alguns anos. Assim, Gildo foi um servo do Senhor atuante na igreja, evangelizador, intercessor, e muito ativo na Mocidade para Cristo. Deixa em todos nós uma saudade grande, e uma dor ainda maior na família, por quem estamos orando e confiando no Senhor para o único conforto que funciona numa hora dessas. Sabemos que o Consolador, o Espírito Santo, é o único que realmente pode consolar e confortar os corações, deixando depois aquela lembrança doce, agradável, agora sem o aguilhão da tristeza e da dor. 
Texto: Helio Vilela

22 fevereiro 2016

O CHAMADO MINISTERIAL MORREU?


O CHAMADO MINISTERIAL MORREU?

Uma triste constatação é a de que o chamado ministerial praticamente está morrendo. O que vem ocupando seu lugar é o nepotismo eclesiástico. O que mais me chama a atenção está o fato de que a igreja passou a ser propriedade de homens que veem redefinindo o chamado ministerial como sendo sucessão hereditária. Isso acontece em um percentual cada vez maior de igrejas. Se Deus promove o crescimento de uma determinada igreja e consequentemente seu patrimônio expande, logo, vemos o pastor presidente atrair para o ministério os seus parentes, como uma tentativa de preservar o patrimônio e mesmo achar que estes atraídos serão melhores gestores que outros.  Mas também vejo outra faceta neste comportamento é de colocar filhos, irmãos e outros parentes no mercado de trabalho. Não estou dizendo que  filho de pastor não possa ser chamado para o ministério pastoral, mas via de regra, o que acontece é que tais pessoas se apresentam para a vida como desqualificados e inapropriados e então os pais, para ajudá-los, colocam no ministério. Em muitos casos os filhos dizem que não se veem no ministério pastoral, mas os pais fazem ouvidos moucos e os colocam à força.
Esse comportamento fere frontalmente a soberania do Espírito Santo, pois é este Espírito que separa e chama homens para o ministério e não a livre decisão de um líder que quer beneficiar os seus. É o Espirito Santo que promove a construção do corpo de Cristo, a igreja. Portanto, todos os cargos através dos quais se realiza esta obra, devem ser designados por Cristo e instituídos pelo Espirito Santo. Quando um pastor se arroga no direito de preencher a vacância no ministério pastoral através de decisão própria, isso não constitui uma ofensa ao Espírito Santo?
Vejamos o exemplo do preenchimento do cargo de apóstolo logo após a morte de Judas. Cristo havia subido ao céu e ainda o Espírito não havia sido enviado. Os apóstolos vendo a necessidade de preencher o cargo vago deixado por Judas, oram a Deus e lançam sorte sobre dois nomes. Matias é selecionado. Mas houve aprovação por parte de Deus para este ato? Se o cargo era designação de Cristo e sua instituição era função do Espirito, então algo estava acontecendo sem a anuência do Espirito. Matias nunca mais é mencionado como integrante dos doze apóstolos, mas logo depois (uns dois anos) o Senhor Jesus pessoalmente chama a Paulo e este vai se designar assim: “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por meio de homem algum, por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”. Gl. 1:1.
O preenchimento do ministério pastoral deve se dar exatamente como se deu no princípio. Um tempo de oração e espera deve preceder a indicação do Espirito e nunca a decisão de um homem que entende ser assim, afrontando a soberania do Espírito Santo. Sim oração e espera no aguardo da orientação de Deus, submissão santificada a sua vontade quando é dada a conhecer, Ele vai escolher pastores e pô-los sobre os rebanhos designados.
O quadro descrito em Apocalipse é maravilhoso. O Senhor que anda no meio dos candeeiros e tem as estrelas em suas mãos. Aponta para o senhorio de Cristo no meio da igreja e o cuidado do mesmo com os pastores que escolheu. Este que anda no meio dos candeeiros não sabe exatamente o que sua igreja precisa? Por que homens arbitrariamente devem se intrometer naquilo que é alçada do Senhor da Igreja através do seu Espírito? Essa arrogância tem seu preço e este preço é a morte da igreja local, é o esvaziamento do poder vital do Espírito no meio dela.
Não se pode confiar nem na maioria e nem na minoria quando não existe a espera paciente diante do Senhor para que este designe os pastores que quer para a igreja. Quando a ação do homem sobrepuja a do Espírito o que vai se ouvir da parte de Deus é: “ICABODE” foi-se a glória do Senhor. Isso poderia ser traduzido como: “Quando a vida perde o Brilho e a vitalidade”. A nora do sacerdote Eli quando soube do extravio da arca e da morte do sogro e marido deu a luz a um filho e quando morria sem forças pronunciou o nome da criança “Icabode”, descrevendo o que seria a vida de Israel dai para frente, vida sem brilho e vitalidade.
Quando ocorre o desprezo da soberania do Espírito Santo a igreja ainda continua com aparência de vida, com ritos já consagrados e comportamentos instituídos, mas falta-lhe brilho e vitalidade. Tem aparência, mas não tem vida. Tem movimento, mas não tem dinamismo. Possui dinheiro mas falta o levanta-e e anda.
A soberania do Espírito precisa ser redescoberta e vivenciada pela igreja no sec. XXI.  A igreja precisa reagir aos regimes autocráticos que se perpetuam em seu seio. Caso contrário mais sofrimento e descredito se apresentarão para a igreja.
Pastores, reajam bem a soberania do Espírito! Aguardem pela voz do Senhor da seara em oração e paciência. Deus será glorificado.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

18 janeiro 2016

Pastor JOSÉ REGO DO NASCIMENTO FALECEU

Pastor JOSÉ REGO DO NASCIMENTO FALECEU

Mais uma das colunas da Renovação foi chamada aos céus.

Com pesar lamentamos a partida do Pr. José Rego do Nascimento, pai do Pr. Zezinho, que faleceu neste dia 18 de janeiro, às 06h 30m. Atualmente ele residia em Belo Horizonte, MG. Ele foi um dos servos do Senhor, que foi uma das colunas do Evangelho e da Renovação Espiritual nesta nação.

Neste momento, os céus jubilam pela chegada de um dos príncipes do Senhor.

Fico a imaginar o reencontro do Pr. Rego com Enéas Tognini, Elias Brito, Ageu Bandeira, Rosilvado de Araújo, Renê Feitosa, Ilton Quadros, Silas Leite, Lucy-Mar Campos, Joel Ferreira, e tantos outros, incluindo D. Rosaly Appebly, é claro; numa grande celebração dizendo: Valeu à pena obedecer à voz do nosso Deus.

À família Rego e a todos os Batistas Nacionais, que neste momento de luto são tomados por um sentimento de pesar e orfandade, nosso abraço e as mais sinceras condolências em nome da Convenção Batista Nacional.

Pr. Edmilson Vila Nova
Presidente Nacional da CBN

Em Cristo, hoje e sempre, a serviço do Reino.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

08 janeiro 2016

Não Dirás Falso Testemunho Contra o Teu Próximo


Não Dirás Falso Testemunho Contra o Teu Próximo

James Anderson
“Que é a verdade?” A pergunta de Pilatos refletia mais um saturado ceticismo para com a própria idéia de verdade do que uma séria indagação filosófica. Quão trágico é que um homem incumbido de assuntos de vida e morte expresse uma atitude tão cínica. E quão diferente deve ser a atitude dos cristãos, os quais Jesus descreveu como aqueles que são “da verdade” (João 18.37).
O supremo valor da verdade é evidenciado pela presença do nono mandamento no Decálogo: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20.16). O mandamento está mais imediatamente preocupado com a veracidade no contexto judicial. Deuteronômio 19.15-21 dá instruções sobre o testemunho em processos criminais. Uma única testemunha é insuficiente para lastrear uma acusação; deve haver duas ou três testemunhas (Deuteronômio 17.6; ver também Mateus 18.16; 2 Coríntios 13.1; 1 Timóteo 5.19). Se houver qualquer dúvida acerca da integridade de uma testemunha, os juízes devem “inquirir com diligência” e, se for descoberto ser ela uma “falsa testemunha” (no hebraico, eid-shek-er – o mesmo termo usado em Êxodo 20.16), ela deve receber a mesma pena que seria aplicada ao acusado. Assim, o perjúrio acarretava a máxima pena capital sob a lei mosaica.
Uma das razões para a proibição do falso testemunho é que a justiça pressupõe a verdade. Se a justiça há de ser realizada em uma corte judicial, todos os fatos relevantes ao caso devem ser conhecidos, o que pressupõe que as testemunhas falem “a verdade, toda a verdade e nada além da verdade”. Justiça significa que o acusado tem direito à verdade, independentemente de sua culpa ou inocência. O oitavo e o nono mandamentos estão intimamente ligados: dizer falso testemunho é uma forma de furto; é reter o que é licitamente devido a alguém. Um princípio semelhante se aplica à difamação: causar dano à reputação de alguém é furtar-lhe uma preciosa possessão (Provérbios 22.1; Eclesiastes 7.1).
Obviamente, o nono mandamento não se restringe aos tribunais de justiça. Como o restante da Escritura torna abundantemente claro, dizer a verdade é um dever moral fundamental e ser honesto é uma virtude moral básica. Os justos são caracterizados pela veracidade – com efeito, eles “amam a verdade” (Zacarias 8.19) –, ao passo que os ímpios têm “lábios mentirosos” (Salmo 31.18; 120.2; Provérbios 10.18; 12.22; ver também Salmo 101.7; Provérbios 12.17; Jeremias 9.5; Oséias 4.1-2). Uma das maneiras pelas quais amamos o nosso próximo é falando-lhe a verdade (Efésios 4.15, 25).
Por que dizer a verdade é tão importante? Como sempre ocorre na ética cristã, a resposta é fundamentalmente teológica. Deus é “o Deus da verdade” (Isaías 65.16). A verdade é um atributo essencial de Deus e da sua Palavra (João 4.23-24; 14.17; 15.26; 16.13; 17.17; 2 Timóteo 2.15; Tito 1.2; 1 João 4.6; 5.6). Em contrates, mentir reflete o caráter de Satanás e daqueles que o seguem (João 8.44; 1 Timóteo 1.10; 1 João 2.22; Apocalipse 21.8). Uma vez que somos criados à imagem de Deus, planejados para refletir o seu caráter, devemos falar a verdade assim como Deus fala a verdade. O nono mandamento, não menos do que o sexto, se sustenta na doutrina da imago Dei.
Embora a maioria dos Dez Mandamentos seja apresentada de forma negativa (“Não...”), cada um tem tanto uma aplicação positiva quanto uma negativa; cada um contém um “faça” assim como um “não faça”. Guardar o nono mandamento não é meramente uma questão de evitar afirmações falsas. Como reconhece o Breve Catecismo de Westminster na P&R 77, o mandamento também exige que ativamente busquemos e promovamos a verdade em todas as nossas tratativas com os outros.
Promover a verdade envolve muito mais do que simplesmente fazer afirmações verdadeiras. É perfeitamente possível enganar alguém sem lhe dizer uma única falsidade. Se eu escrevesse um relatório sobre alguém e enfatizasse suas imperfeições e falhas, enquanto ignorasse quaisquer pontos de valor ou virtude, cada frase no relatório poderia muito bem ser verdadeira, mas, considerado no todo, ele não promoveria a verdade. Promover a verdade significa dar uma descrição globalmente justa e acurada de como as coisas de fato são – mesmo quando isso vai contra os nossos próprios interesses. Semelhantemente, nós devemos falar a verdade com um grau apropriado de exatidão, nunca nos amparando em vaguezas, ambigüidades ou subterfúgios para obscurecer a verdade por motivos egoístas ou para fugir da responsabilidade por nossas palavras. Em suma, promover a verdade significa amar a verdade – não por causa dela mesma, meramente, mas movidos por um sincero amor por Deus e pelo próximo.
Numa época em que a confiança em figuras públicas está em crescente declínio, em que os meios de comunicação borram a linha entre notícia e publicidade, em que o termo spin se tornou lugar-comum[1] e em que o pós-modernismo erodiu o próprio conceito de verdade, é imperativo que os cristãos se coloquem à parte da cultura ao redor, como um povo marcado pela honestidade, integridade e fidelidade. Devemos ser pessoas de palavra, precisamente porque somos o povo da Palavra.
“Que é a verdade?” é uma questão filosófica importante, a despeito do cinismo de Pilatos. Mas uma questão ainda mais importante pode ser feita: “Quem é a verdade?”. O homem que estava perante Pilatos já havia dado a sua resposta (João 14.6). Se nós invocamos o nome de Cristo, nossas tratativas tanto com crentes como com incrédulos devem corroborar a nossa confissão. Apenas se formos conhecidos por dar testemunho verdadeiro é que poderemos fielmente dar testemunho da Verdade.
Notas:
[1] N.T.: Em relações públicas, spin é uma forma de propaganda, realizada por meio de uma interpretação enviesada de um evento, o que pode incluir o uso de táticas maliciosas, enganosas e altamente manipulativas.
Doli Deo Gloria
Pr. Luiz Fernando R. de Souza

17 dezembro 2015

IGREJAS CHEIAS – PESSOAS VAZIAS



IGREJAS CHEIAS – PESSOAS VAZIAS
Há pouco tempo fui convidado a participar de um programa de rádio onde o tema acima foi discutido. Na ocasião constatamos que é uma realidade crescente e de grande impacto sobre a vida da igreja e consequentemente sobre o desenvolvimento do Reino de Deus sobre a terra.
Um fato incontestável é que temos megas igrejas com predominância de um conteúdo pobre. Não estou aqui afirmando que crescimento de igreja seja sinônimo de empobrecimento de conteúdo, mas destacando o fato de que via-de-regra isso acontece. Como exemplo, cito o fato de que até alguns anos atrás as fontes de conhecimento ou mesmo pensar teológico estavam nas faculdades ou seminários. Com o passar do tempo isso migrou para as grandes igrejas e consequentemente ocorreu o enfraquecimento teológico, pois igrejas não têm como fundamento o pensar teológico exclusivamente como tem um seminário ou faculdade. A doutrina perdeu seu espaço para a experiência e as pessoas passaram a raciocinar com o sentimento e pensar com a visão e não com o cérebro. A Teologia deu lugar à religião e isso roubou o conteúdo das pessoas. Agora esbarramos com aberrações doutrinárias porque as pessoas que formam o corpo de Cristo são incapazes de confrontar as heresias. Terceirizam isto para seus líderes que em um percentual razoável não estudaram ou abdicaram da teologia. O quadro apresentado é preocupante porque pessoas vazias não conseguem ou conseguirão dar razão de sua fé quando lhes for pedido. Apelarão para aquilo que sabem, experiência, sentimentos e arrepios. Consequentemente momentos espetaculares quando poderíamos demonstrar nossa fé em um padrão razoável, serão desperdiçados. Isso leva a igreja a praticar a maior desenvangelização no meio onde atua. Estamos entregando segmentos da sociedade para cultos exotéricos, espiritualismos exóticos etc., simplesmente porque a igreja está composta de pessoas vazias.
Esse vazio da Palavra gera cristãos fracos até para enfrentarem as crises da vida. Não existe uma estruturação mental nos cristãos e isso fica claro nos enfrentamentos das adversidades. Cristãos lotam consultórios de psicólogos e psiquiatras consumindo drogas em quantidades assustadoras para equilibrar seus cérebros. Não conseguem experienciar com equilíbrio a morte de um ente querido, um divórcio ou perda de emprego etc. Não estou dizendo que são experiências menores e de fácil assimilação. Também não estou dizendo que tais experiências são isentas de profundo sofrimento, mas quero destacar que tais experiências são partes integrantes do viver e o viver deve compreender o perder e o sofre os danos. Quando não reagimos bem a tais experiências nos tornamos frágeis diante da vida quando está diz não. Esquecemos de aprender a arte de sorrir quando o mundo diz não.
Outra consequência dessa ausência de conteúdo da Palavra é que leva a uma evangelização defeituosa. Onde deveria haver anuncio do terror do pecado e suas funestas consequências, encontramos o anuncio de um deus com anomalias em seu ser. Um deus somente amor e não justiça, um deus somente perdoador e não juiz de toda a terra. Um deus que não exige compromisso por parte daquele que o serve. Daí termos cristãos que viraram consumidores frequentando igrejas que se transmutaram em empresas. Nos dizeres de Spurgeon, pastores que divertem bodes ao invés de pastorearem ovelhas.
Com tristeza constato que outra consequência desestruturante nestes dias é que pastores que deveriam se aprofundar na Palavra e interpretarem a mesma para suas ovelhas, estão indo beber de fontes sujas e ineficazes. Recentemente fui convidado por um colega para participar de um treinamento de coaching cristão. Agradeci o convite, mas disse que não iria porque isso abordava técnicas de gestão de empresas ou similar e que não acreditava ser necessário para a vida da igreja. Também disse que as técnicas de gerenciamento de recursos humanos é próprio do mundo empresarial e que enquanto fui executivo de uma instituição financeira já as conhecia de sobra. Vim do meio financeiro e já havia travado contato com coaching a pelo menos 15anos atrás. Mas para vários pastores essa pretensa novidade no meio evangélico é algo fenomenal. Alguns chegam a dizer que isso é de Deus. Para mim nada mais é do que mais uma forma de arrecadar dinheiro de líderes despreparados e incautos. Tais lideranças esparramarão o que aprenderam nas mentes de suas ovelhas e consequentemente aprofundarão o vazio existente em seus seres.
Outra constatação terrível que vemos decorrente do vazio dos cristãos é o meio musical gospel. Musicas chorosas ou rock pesado com letras de conteúdo no mínimo espúrio. Nestas músicas o centro é o homem e Deus passa a ser coadjuvante. Deus é aquele que ao invés de ser adorado é reduzido a um mero coach (treinador) que vem para melhorar a vida do homem. Observe em várias músicas atuais como aparece o pronome eu, meu, minha etc. Um exemplo clássico dessa pornografia musical gospel é a musica Raridade. Veja este exemplo: "O ouro eu consigo só admirar, mas te olhando eu posso a Deus adorar, sua alma é um bem que nunca envelhecerá." O que é isto senão colocar o homem no centro? Esta vergonhosa música foi feita para adorar o criador ou para engrandecer o homem? Observe como Deus entra neste verso somente para compor. Ele não deveria esta ai, mas para vender para um público gospel puerizado introduzem o nome de Deus para travestir o antropocentrismo exacerbado em alguma coisa parecida com espiritual. Uma vergonha!
Observe a reação de nossos jovens que ao invés de adorarem a Deus pulam iguais a macacos, extravasam suas energias e fazem catarses sentindo-se aliviados e dizendo-se abençoados.
O que dizer de pastores que se vestem de personagens da mídia para chamar atenção de seus ouvintes? Pastores que demonstram comportamentos alucinados para se dizerem jovens junto aos jovens? Dessa indústria gospel que são mais vendilhões do que servos? Dessa disputa infantil entre os midiáticos gospel ao participarem de Troféus X, Y, Z.
Comportamentos bizarros lotam igrejas de pessoas vazias.
A Palavra exposta no poder do Espírito atrai pessoas sedentas de Deus.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

MASTERCLASS - IMERSÃO EM CRISTOLOGIA

    2026 FAREMOS UMA IMERSÃO EM CRISTOLOGIA NO DIA 21/11/2026 PELA INTERNET/ZOOM. Queridos irmãos, em novembro farei uma Masterclass - Imers...