16 dezembro 2014

"HOMOSSEXUALIDADE - FOBIA OU PRINCÍPIO"

Comunicado à imprensa: “Homossexualidade — Fobia ou Princípio” 

Dr. Myles Munroe                            

31 de agosto de 2014
Com o pretexto de “Direitos Civis” e “Direitos Humanos” a minoria LGBT decidiu “celebrar” publicamente a civilidade do estilo de vida e preferência sexual que eles escolheram de forma bastante exclusiva. Não tenho certeza qual é a missão ou metas deles nessa campanha, mas obviamente eles têm recebido incentivo e motivação suficiente para tentar algo que 90% das Bahamas e seu povo consideram inaceitáveis e viola suas convicções, posturas morais e valores comuns.
Talvez seja útil primeiro fazer uma pergunta simples, mas profunda: “É civilizado, certo, racional, lógico e saudável promover uma causa, estilo de vida ou prática de uma conduta que pode no final causar a extinção da raça humana? É insanidade exigir a “celebração” de sua própria extinção.
Não tenho certeza acerca do papel que o governo, líderes governamentais, ministérios do turismo ou outros partidos desempenharam ou o incentivo, se é que houve, que eles podem ter fornecido para essa manifestação social provocadora, mas acredito que isso deve ser tratado a partir da perspectiva não de alguma posição religiosa, mas em vez disso a partir da preocupação por nossa estrutura social muito frágil que é mantida unida por valores e padrões morais que fornecem o sistema para uma sociedade saudável nas Bahamas.
Há também uma preocupação com relação à assistência, apoio e promoção dessas campanhas por parte de organizações internacionais e indivíduos, inclusive agências de viagem e organizações de promoção do turismo. Os cidadãos das Bahamas têm um direito legítimo de serem e expressarem suas preocupações nesses assuntos.
Penso que é perigoso, impróprio, imaturo e insincero acusar de ter fobia — ou medo — alguém que tem preocupações profundas com tentativas de se impor, forçar ou estabelecer um conjunto de valores, padrões, tendências morais ou estilo de vida que podem drasticamente mudar e de forma muito real desestabilizar o alicerce de uma sociedade.

A bênção da fobia

Um dos maiores mecanismos naturais da capacidade humana para sobrevivência e segurança é o elemento do medo. Sem a capacidade de ter “medo” ou “pânico” a espécie humana não consegue se proteger contra ameaças. A beleza do medo é que é uma qualidade humana inerente que protege contra o perigo e extinção. A fobia é inerentemente boa.

Homofobia: conceito errado e enganação

Não existe maior dano para a dignidade humana do que a enganação. Em toda a história o poder da enganação arruinou milhões de vidas, iniciou guerras mundiais e até mudou o clima das nações. Em nosso mundo pós-moderno há uma enganação colossal invadindo a própria estrutura moral das nações e desmantelando a própria essência da existência natural da humanidade. Na verdade, essa enganação está ameaçando a extinção da humanidade. O que é estupendo é que essa enganação não é nova, mas surgiu no contexto da existência humana no planeta há muito tempo, cinco mil anos atrás. No entanto, apesar da realidade de sua existência, historicamente sempre manteve seu lugar às margens da grande sociedade.
Qual é essa enganação? É a atração e relações anormais entre espécies humanas do mesmo sexo ou gênero tentando normalizar o anormal sob o pretexto de ser normal. Ainda que essa conduta anormal se disfarce de muitos rótulos, geralmente é descrita como homossexualidade. A própria palavra incorpora sua premissa básica e essa premissa é: é principalmente um impulso sexual. Os que decidiram adotar, praticar, incentivar, se entregar e sucumbir às paixões desse sexo e desejam honrar, promover e civilizar esse “estilo de vida” se tornaram, na geração passada, mais agressivos, ao ponto de usarem violência em alguns casos. Essa estratégia parece ser provocar medo, agressões psicológicas e passar uma imagem de autocompaixão e abuso. Termos como fanático, crime de ódio, mente fechada, conservador, anti-humano, anti-direitos civis, bullying, e o mais comum, fobia, são usados para isolar a maioria dos seres humanos, retratando-os como gente que não ama, insensíveis, impiedosos, odiadores de seres humanos, sem compaixão e incivilizados.
Minha opinião é que essa acusação de “homo-fobia” é a maior enganação de todas. Sua intenção é fazer com que os que são considerados “normais” sintam culpa por serem normais. Essa enganação é injusta, desonesta e perigosa. Seu efeito é fazer com que a maioria dos seres humanos se sinta culpada por não aceitar, glorificar e honrar essa conduta humana “anormal.”
Tenho certeza de que perguntarão: “O que é ‘anormal’ e quem define o que é ‘natural’?” É essencial compreender que o que é natural não pode e não precisa ser definido. O natural é simplesmente o estado normal da criação que se manifesta por sua essência natural. Em outras palavras, a natureza se define. O que a natureza define é também o que é considerado “normal.” O normal é aquilo que é o resultado do curso natural da vida como obras da natureza ou criação em se sustentar. Portanto, a fonte do “natural” ou “normal” é a própria criação e qualquer opinião emitida por um gênio humano não pode mudar o que é natural.
Talvez seja também importante observar que a palavra raiz da qual derivamos nossa palavra moderna “Lei” é a palavra “norma.” A conclusão óbvia é que toda a natureza é a fonte da lei natural e portanto define qual é a referência para a criação de qualquer lei humana que tente interferir com a própria natureza. É também importante notar que qualquer lei feita pelos homens é ignorada pela natureza.
A sexualidade humana é um produto da criação natural e se expressa como normal, não precisando pois de definição. Qualquer desvio do natural é geralmente considerado como “anormal” ou “contrário à natureza.” Na natureza sempre haverá exceções e essas devem ser reconhecidas como tais. Mas mesmo as exceções precisam ser definidas de forma adequada, pois até na natureza há uma reação natural inerente para proteger sua sobrevivência minimizando o impacto da exceção. Todas as exceções na natureza são naturais e não por escolha.
À luz dessa realidade natural, por que a homossexualidade deveria ser considerada “contrária à natureza” e talvez “anormal”? Talvez a resposta esteja na própria descrição da homossexualidade como “um estilo de vida.” Ser heterossexual não é um estilo de vida, mas um derivado natural da natureza e não por escolha. Estilos de vida são “escolhidos” ou um resultado de “circunstâncias,” mas nunca um produto da natureza. Podemos escolher estilos de vida, mas nunca nossa natureza.
A definição natural de “contrário à natureza” é aquilo que não é um produto da própria natureza, e aquilo que não pode de forma natural se reproduzir na criação. Talvez esse seja o maior desafio da grande enganação da homossexualidade, o fato natural de que os membros do mesmo sexo podem se unir, viver juntos, expressar intimidade e até ter profundo envolvimento emocional um com o outro, mas a realidade é que eles nunca conseguirão, de modo natural, se reproduzir conforme sua espécie. É esse fato, verdade e realidade que torna esse estilo de vida “contrário à natureza.”
É essa verdade simples que transforma em desonestos e enganadores os que desejam perpetrar esse “estilo de vida” anormal de “orientação.” Não sou contra nem tentarei impedir nenhum ser humano que está decidindo praticar um “estilo de vida” específico ou tem inclinação de seguir certa conduta “anormal,” mas minha preocupação e argumentação é a tentativa deles de impor essa decisão nos que pela natureza são considerados normais.

A mentira da homofobia

É divertido que quando a maioria dos seres humanos responde e expressa sua discordância ou sua profunda preocupação sincera com a tentativa dos que adotam e praticam esse estilo de vida de impor esse estilo de vida humano “contrário à natureza” na sociedade, a resposta deles é interpretada como fobia ou medo.
Se essa acusação fosse feita por indivíduos ignorantes e desinformados talvez fosse motivo para dar risada, mas quando indivíduos inteligentes fazem essa alegação de fobia para uma pessoa inteligente responsável, temos de aceitar a ofensa em nível pessoal. Talvez o medo real seja o que eu chamaria de “verdadefobia” ou “realidadefobia.” Será que os que desejam ser considerados normais, aceitáveis, naturais e civilizados temem a verdade óbvia de que o que eles estão afirmando, reivindicando, promovendo e defendendo com lutas é por natureza anormal e contrário à natureza?
Entretanto, concordo com a acusação deles a partir de uma perspectiva. Sim, tenho medo de todo estilo de vida, orientação, preferência ou conduta que ameace a própria sobrevivência da raça humana. Será que os homossexuais não guardam no coração uma heterofobia que não ousam confessar? Os heterossexuais jamais tentam se impor na sociedade nem precisam brigar para serem reconhecidos.

O sequestro dos movimentos de direitos civis

O estilo de vida da homossexualidade e todos os outros nomes e rótulos que vieram a descrevê-lo, é tão antigo quanto o personagem bíblico Abraão, e era praticado por membros de comunidades de sua época mais de quatro mil anos atrás. Muitos na minoria homossexual que estão ainda envolvidos nesse estilo de vida parecem agir como se fosse uma causa nova pela qual eles nasceram para lutar. No começo da década de 1960 alguns indivíduos famosos da sociedade começaram a sair do que chamavam “armário” para se exporem para a comunidade maior como se para testar as águas. A reação da maioria da população naquele tempo foi de resistência e incômodo que ainda existem hoje apesar de afirmações ao contrário.
Essa resistência tem sido tão forte que aqueles que estão envolvidos no estilo de vida LGBT mudaram sua estratégia para serem aceitos pela sociedade. Antes, eles reivindicavam seus direitos sociais se expondo e impondo. Agora, eles recorrem à estratégia de fazer da questão homossexual uma questão de direitos civis. É interessante notar que depois de mais de 4000 anos da existência registrada desse estilo de vida e conduta contrária à natureza a resistência social ainda existe e tenho certeza de que continuará, não importa como a tão chamada sociedade tente disfarçá-la com trajes socialmente aceitáveis. A natureza nunca discordará de si mesma e nenhum direito comum ou lei legislativa conseguirá mudar a lei natural.
Com grande desapontamento tenho estado na varanda da história e observado com horror e choque o sequestro e estupro que vem sofrendo o que vimos a conhecer como os movimentos de direitos civis. O que tornou tudo isso mais angustiante foi ver muitos indivíduos que estavam ativamente envolvidos nesses movimentos históricos de resistência abandonando o sacrifício de muitos que morreram pelas causas nobres da dignidade humana pela maioria que estava sendo abusada, para usar o sangue deles para cobrir as exigências de minorias da sociedade para justificar e civilizar suas preferências egoístas contra a natureza.
Já provei o impacto negativo da opressão civil de um governo que desvalorizava a minha humanidade, mas isso acontecia não por causa de um estilo de vida que eu havia escolhido, ou uma conduta que era por orientação, ou uma disposição preferida, mas em vez disso uma realidade que era “natural.” Eu era vítima por pigmentação inerente… Eu nasci negro e não tive escolha no assunto. Nas Bahamas eu e minha família junto com a maioria da população das Bahamas sofríamos discriminação, éramos desvalorizados como seres humanos, éramos privados de direitos e oprimidos por um governo dominado por uma minoria.
Tenho com toda a minha lógica buscado compreender, mas ainda não consigo igualar a filosofia, ideologia ou propósito dos movimentos de direitos civis com a agenda do movimento homossexual. Acho que a tentativa de igualar os movimentos históricos de direitos civis com as reivindicações de direito para honrar, glorificar e aceitar como normal a prática de um estilo de vida que pode extinguir a raça humana é ilógica, desonesta e um abuso do sangue e sofrimento de prisão de muitos. É um sequestro dos ganhos pagos com o sangue de homens e mulheres de honra por uma conduta que não só é contra a natureza, mas também destrói a raça humana.

A opressão da maioria

O princípio fundamental dos movimentos de direitos civis era a liberdade e restauração da dignidade e valor da maioria de seres humanos oprimidos. A realidade é que historicamente era geralmente a imposição dos valores, preconceitos e ideologia desumana da minoria sobre a maioria que era o contexto e fonte da opressão e desvalorização dos seres humanos. Dá para considerar o contexto do atual movimento LGBT na mesma perspectiva, onde uma percentagem pequena e um segmento minoritário da população estão tentando impor sua ideologia, valores, moralidade e preferências sexuais pessoais contra a natureza sobre as convicções, padrões e valores morais e culturais comuns da maioria.
Talvez dava para se considerar isso como o novo governo de opressão do século XXI. Essa ideia parece ser ainda mais reforçada pela influência intrometida e exigências de globalização, a ONU e outros órgãos e agências mundiais que agora condicionaram sua oferta de assistência econômica nacional à conformidade social e cultural nacional que adota concessões com base em valores e moralidade.

A agenda dos meios de comunicação

O parceiro mais poderoso e perigoso da enganação é a percepção. O mundo dos meios de comunicação é realmente sobre o negócio e gerenciamento da percepção. Não dá para calcular o poder dos meios de comunicação. Não devemos também calcular mal nem minimizar o impacto desse poder para criar percepção. É por isso que em toda a história toda vez que havia a necessidade de controlar o ambiente mental ou criar uma realidade percebida, os meios de comunicação sempre foram usados como ferramenta crucial para exportar, importar e disseminar a enganação. Portanto, é importante que em nossa democracia moderna a exigência de verdade, transparência e objetividade nos meios de comunicação deva ser a principal preocupação de todos os cidadãos responsáveis.
Precisamos sempre estar vigilantes, como cidadãos que pensam de forma civilizada, para tomar cuidado com a agenda e preconceito coletivo dos meios de comunicação. Conforme já observei, em tempos recentes os meios de comunicação impressos e eletrônicos, tanto nacionais quanto internacionais, parecem preocupados com casos que promovam ou glorifiquem esse estilo de vida, favorecendo-o de forma proeminente e destacando-o múltiplas vezes. Parece haver não só desequilíbrio de opiniões e perspectivas, mas destaque especial. Tenho a esperança que todos os meios de comunicação vão querer fazer um esforço para publicar também as opiniões da maioria.

Chantagem intelectual e econômica

Parece também haver um aumento no uso de chantagem econômica e política na área de manipulações feitas por forças da minoria LGBT, que também inclui uma campanha difamatória intencional, tratando a maioria como fanáticos, odiadores dos seres humanos, intolerantes e intimidadores. Isso é uma deturpação desonesta e grave dos fatos. Há também o abuso de afirmações infundadas feitas pela minoria com relação a mudanças de tendências e atitudes para fomentar suas próprias posições. Isso é inacreditável. Aliás, parecer haver uma praga colossal de desonestidade intelectual, social, fisiológica e lógica. Não existe nenhuma confirmação científica conclusiva que confirme que a minoria que pratica esse estilo de vida, que sua condição é um assunto de biologia ou genética em vez de uma conduta que se aprende por hábito e que se torna um estilo de vida que eles preferem.
Vamos reiterar mais uma vez que a maioria da população na maioria dos países em toda a história e em nossa sociedade contemporânea são ignorantes com relação à existência de conduta anormal ou preferências anormais do estilo de vida homossexual. Esse estilo de vida e conduta é realmente uma velha estória com um truque ardiloso novo. O que a maioria não aprecia é a desonestidade e enganação que são usadas por aqueles que desejam impor sua vontade neles. Todo ser humano tem o direito de escolher seu estilo de vida contra a natureza, mas não deve exigir que o aceitemos como natural. Eles são livres para preferir qualquer orientação sexual anormal que desejarem, mas não devem nem podem exigir que nós, a maioria, a honremos promovendo-a ou glorificando-a como normal. Tudo o que a maioria quer é honestidade e a liberdade de expressar nossas preocupações, opiniões e posturas sem sermos rotulados de ignorantes, intolerantes, caipiras ou homofóbicos.
Traduzido por Julio Severo do comunicado público à imprensa de Myles Munroe: “Homosexuality – Phobia or Principle”

13 dezembro 2014

MAIS UMA DO "PASTOR CHEIRA BÍBLIA". ISSO É O QUE DÁ SÓ CHEIRAR AO INVÉS DE LER- Bizarroces gospel (112)

Vi esta matéria no blog Graça Pela do Pr. Joelson e a repliquei para nossa análise. Boa leitura.

MAIS UMA DO "PASTOR CHEIRA BÍBLIA". ISSO É O QUE DÁ SÓ CHEIRAR AO INVÉS DE LER- Bizarroces gospel (112)

Por Thiago Oliveira



Lamentavelmente escrevo esse texto sabendo que muitos vão aqui comentar coisas do tipo: “Ele faz isso, mas ganha muitas almas para Jesus, e você o que faz além de julgar?” ou “Ele fez o que de errado? Ora, deixem ele falar do Evangelho.” Daí você se pergunta, quem é ele e o que ele faz/fez. Ok, vou explicar. 
O Pr. Lucinho Barreto, da Igreja Batista da Lagoinha pregou no último Sábado (06/12) um sermão intitulado “E agora, quem poderá me defender?” Até aí tudo bem... Sobre a pregação, a intenção era falar sobre depender de Deus. Ótimo! Só que o Lucinho chega no púlpito vestido de Chapolin Colorado (veja aqui) e é ovacionado por isso. Diante dos aplausos ele arremata o bordão do famoso personagem do recém falecido Roberto Bolaños: “Não contavam com minha astúcia!” 
No púlpito, o Lucinho conta diversas piadinhas e até faz referência a uma música da funkeira Anita (Pre-pa-ra). Ele grita, se ajoelha, acena, assobia, gargalha... enfim, um típico showman. Seria muito bom para uma empresa tê-lo como palestrante motivacional. Talvez algum programa televisivo fizesse sucesso com um apresentador tão eletrizante quanto ele. Mas para ser um mensageiro bíblico, o Lucinho com a sua personalidade narcisista, está distante do que Deus requer para o ofício de ser porta-voz da Palavra revelada.
Em seu excelente livro, Supremacia de Deus na Pregação, o Pr. John Piper fala que o alvo da pregação deve ser a glória de Deus. Ou é isso, ou de nada vale pregar. A partir do momento que um pastor ou mensageiro da Palavra começa a desfocar desse alvo, deixando de manter a sobriedade, este deixou de glorificar ao seu Senhor e até passa a querer ser o centro das atenções. E muitos em nosso meio costumam associar sobriedade com frieza. Se um pastor conduzir os ouvintes a quietude, muitos acharão que a mensagem foi enfadonha, morosa, lúgubre, etc. Segundo Piper (pág 49), muitos pastores têm se deixado levar por tal pensamento e o resultado disso é: 
“...uma atmosfera de pregação e um estilo de pregação contaminados com trivialidades, leviandade, negligência, irreverência e uma sensação generalizada de que nada de proporções eternas e infinitas está sendo feita ou dita aos domingos”.

Obviamente que o pregador não precisa ser engessado ou robótico. Ele deve ser vibrante, entusiasmado, afinal, é do Evangelho que ele fala. E não há nada mais vibrante do que o Evangelho, não é mesmo? Charles Spurgeon, um dos maiores evangelistas da história da Igreja tinha um humor peculiar. O pastor presbiteriano Augustus Nicodemus é, atualmente, um bom exemplo de alguém que faz o bom uso do humor e conta suas anedotas vez ou outra. No entanto, leviandade é diferente de bom humor. Lógico que uma risada é sadia e que a alegria é marca de todo o cristão satisfeito em Cristo Jesus. Mas para tudo existe limite. Transformar um sermão num roteiro de stand-up comedy não é uma ideia sensata. A pregação é a forma que Deus estabeleceu para falar aos pecadores e auxiliar na perseverança dos santos. Se as pregações virarem palhaçada, como alguém dará crédito a esta mensagem?

O próprio Lucinho é exemplo disso. Ele inventou de “cheirar a Bíblia” para dizer que os jovens precisam ser loucos por Jesus. Sua iniciativa, com perdão do termo, abobada, virou matéria de um programa de TV e o apresentador não aguentou e mandou que a matéria deixasse de ser exibida, ao vivo (veja aqui). Um incrédulo censurou o Lucinho, que para a repórter que o entrevistava, disse que fazia essas coisas para atrair os adolescentes, pois estes acham os assuntos sobre Deus (ou religião) muito chatos.

É justamente nesse afã de querer incrementar o Evangelho que as bizarrices começam a se proliferar. Como disse anteriormente, alegria é inerente do cristão e o apóstolo Paulo escrevendo aos filipenses fala muito sobre alegria (Fl 4.4). Porém, na mesma carta, Paulo chora por causa dos inimigos da cruz de Cristo (Fl 3.18). Ou seja: nem tudo são flores! Se o alvo da mensagem é a glória de Deus, e Ele é glorificado quando chamamos pecadores ao arrependimento, esta mensagem não pode ser trivial. Se vestir de Chapolin é algo tão despojado que fere o caráter sóbrio da pregação que diz “arrependei-vos e convertei-vos”. Não só a sobriedade como também a seriedade desta mensagem, pois a resposta a ela resultará em vida eterna ou morte eterna.

Em 2 Timóteo 4.3 lemos o seguinte Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos. Isso é um retrato do que estamos vivendo. Incomodados com a agressão que é a Palavra de Deus (ou você acha que uma espada que penetra na divisão das juntas e medulas não causa dor?), os homens de nosso tempo forjam um pseudo-evangelho que massageia o ego e diz tudo aquilo que queríamos ouvir, e não o que devemos ouvir. Spurgeon, certa feita disse que chegaria um dia em que no lugar dos pastores alimentando as ovelhas haveria palhaços entretendo os bodes. Ele estava muito certo.

O egocentrismo de pastores feito Lucinho e outros que para serem notados e ganharem fama nas redes sociais vestem coisas bizarras (veja aqui) e falam palavrões, são um câncer que vem destruindo a Igreja progressivamente. Aonde estão os homens que pregam a cruz? Aonde estão os pastores que não querem o aplauso dos homens? Aonde estão as pregações que falam que Deus lançará no inferno os pecadores resolutos?

Não desanime, ainda existem homens comprometidos com o Evangelho ao ponto de negarem o aplauso dos seus ouvintes. Duvida? Então, se não conhece, recomendo a você a assistir o vídeo dessa pregação aqui no Paul Washer. E para terminar, contarei uma anedota que não me lembro onde li ou ouvi, sobre o já citado Charles Spurgeon. Mas ela diz que numa certa conferência na Inglaterra vitoriana, alguns jovens ao verem o pastor do primeiro dia pregar ficaram maravilhados e diziam entre si: “Você viu aquele pregador? Nossa como ele prega bem. Que oratória. Que sermão!”. No segundo dia, Spurgeon foi o preletor e após a conclusão da sua mensagem os jovens, novamente admirados, falavam uns com os outros: “Você viu como Jesus é perfeito? Como Jesus é bom! Como Jesus é admirável! Quão lindo é Jesus”.

Que Deus nos presenteie com pastores segundo o Seu coração! Soli Deo Gloria!

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza
__________________________

10 outubro 2014

DISCÍPULO SEM MESTRE – SALVAÇÃO SEM SENHORIO




Se crer em Jesus Cristo nos faz cristãos então isso é suficiente para termos os pecados perdoados e nos conduzir para o céu. Mas porque a igreja não consegue expressar isso em seu dia-a-dia? Creio que o que mais uma pessoa quer nesta vida é ter garantida sua entrada na eternidade e viver para sempre com Deus e gozar nesta vida de todas Suas benesses, viver tranquilamente. Evidentemente todos querem ser pessoas de bem e serem conhecidas como tais, mas isso necessariamente não precisa passar por Cristo. Qualquer indivíduo que possua uma família com bons princípios e estruturada receberá esta gama de conceitos e valores para a vida.
Quem se preocupa com algo mais na vida cristã se depara com algumas anomalias reinantes no meio evangélico que são preocupantes, pois evidencia um discipulado sem mestre e uma salvação sem senhorio. Por não se pregar mais sobre o Senhorio de Cristo, as igrejas formam cristãos defeituosos e erráticos que nada mais são do que meros egoístas. Querem receber tudo de Deus, mas não querem compromissos com Deus.
Nada nos ensinos bíblicos apontam que você pode decidir simplesmente usufruir do perdão advindo de Jesus sem manter com Ele um relacionamento transformador.
A. W. Tozer mostrou claramente o que ocorre com a igreja quando disse: “uma sensação de que uma heresia extraordinária se desenvolveu em todos os círculos cristãos – a ideia amplamente aceita de que os seres humanos podem escolher aceitar a Cristo pelo simples fato de precisarem dele como Salvador e de que têm direito de adiar a obediência que devem a ele como Senhor pelo tempo que desejarem!” Ele diz mais: “a salvação sem obediência é algo desconhecido nas Escrituras Sagradas”.
Estranhamente essa heresia que Tozer aponta criou um tipo de cristão que somente extrai de Cristo aquilo que precisa, mas nunca chega à intimidade com Ele. Não se importa tanto com as demandas do evangelho em sua vida, mas de abocanhar os benefícios deste evangelho. Isso é quase que exatamente os que pregam a Teologia da Prosperidade. Tais cristãos se aproximam do Senhor Jesus pelo pão que perece, mas não querem aprender com Ele. Tocam suas vidas independentemente daquele que os amou e se entregou na cruz. É como se marcassem um encontro com Cristo somente para a eternidade e que o aqui e agora ficasse por conta deles mesmos.
Esse tipo de fé e prática de vida anula tudo o que Cristo é e ensinou. Não dá para aceitarmos somente o perdão de pecados que Cristo oferece e deixarmos de lado todo seu ensinamento. Se assim o fizermos nunca seremos cidadãos do Reino e nunca apreenderemos a ética e os valores do Reino de Deus.
Sem a vida do Reino em nós racionalizamos nosso pecado sem nos sentirmos constrangido com isso. Moralmente os cristãos estão se igualando com os não cristãos. Pecam por escolha e acham razão para isso, mesmo não desejando ser pecador. O descasamento entre as demandas éticas do Reino e a prática de vida nos causam risos. Pessoas mentem, mas negam peremptoriamente que são mentirosas. Disso advêm a insensibilidade em que vivem muitos cristãos. Entram diante de Deus sem se aperceberem que o lugar em que pisam é terra santa. Entretanto praticar o que Jesus ensina nos leva a termos acesso aos recursos redentores de Deus que estão sempre disponíveis e isso nos liberta da tirania do eu e nos faz discípulos do único mestre, Jesus Cristo.
Quando vivemos o discipulado proposto por Cristo temos nosso caráter transformado e nossos pensamentos caminham na mesma direção. Ao aprendermos com Jesus nosso interior é mudado e consequentemente nossas atitudes também. Não precisaremos viver uma duplicidade de vida, pois toda nossa existência será transparente.
Finalmente para aqueles que trilham o caminho da comunhão intima com Cristo recebem poder deste para enfrentar os problemas advindos das variáveis da vida. Poder sobre humano que capacita o homem alcançar equilíbrio diante de seus problemas e angústias. Cristo oferece esse poder para aqueles que o amam e ai se cumpre o Ele disse em Jo. 14:21 “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”.
Sejamos discípulos com Mestre e salvos debaixo do Senhorio de Cristo.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza


11 setembro 2014

UMA FÉ VERDADEIRA

Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
 Para Um grande percentual de cristãos, Cristo não é verdadeiro nem real e na maioria das vezes não passa de um ideal. Professam uma experiência com Cristo, mas agem de maneira que não fosse. Mas a nossa real posição somente pode ser manifestada através do modo como agimos e não pelo que dizemos.
A única maneira de provarmos nossa fé é por meio do compromisso que mantemos com ela. Nos dizeres de A. W. Tozer: “Toda fé que não se impõe sobre aquele que a detém, não é uma crença real é uma pseudocrença”.
Quando a vida pede comportamentos, em suas várias nuances, uma pseudocrença não se sustenta diante de seus rigores, e mesmo Deus nos leva a circunstâncias onde nossa fé é provada. Tiago, em sua carta, nos diz que a fé depois de ser provada gera paciência e a paciência nos leva à perfeição e completude de vida. O termo utilizado por Tiago para “prova da fé”, no grego, é o mesmo usado para purificação de metais, dentre eles o ouro. O ouro quando purificado tem seu valor realçado.
É prática entre os cristãos o acomodamento confortável diante da admissão das verdades do cristianismo, sem contudo permitirem que essa fé professada se imponha sobre seus compromissos, comportamentos e cosmovisão, ou seja, as implicações da fé, no dia-a-dia do cristão, não atingem suas práxis de vida, assim sendo, os cristãos se tornam teóricos da fé e não praticantes operosos da mesma. Via de regra arranjamos um lugar para Deus em nossos corações e mentes onde nos sentimos seguros de ter uma crença no transcendente, mas sem deixar este transcendente ditar as normas de nossas vidas, cumprindo-se aquilo que disse o Senhor Jesus: "E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?"
As implicações da fé em Cristo devem atingir nossa cosmovisão, nossa ética profissional e pessoal, nossas decisões, enfim, deve permear toda nossa existência. Agindo assim, com uma falsa fé, vivemos de tal modo que não dependemos mais do Senhor e não o incluímos em nossas decisões. Planejamos tudo, formamos estratégias e depois de tudo feito, oramos para que o Senhor abençoe. A fé não verdadeira sempre dá um jeito de não incluir Deus ou sempre tem o plano B caso Deus falhe. Ao contrário, quando a fé permeia nossas vidas, somente teremos uma saída e um caminho, não teremos alternativas e o que passar disso é o caos. Os três companheiros de Daniel não tinham um plano B quando foram confrontados pelo Rei de Babilônia e quando estavam diante da grande decisão diante do Rei disseram: “Quanto a dobrar os joelhos diante da estátua de ouro não temos nada a discutir, ou Deus nos livra ou morreremos, mas não dobraremos diante da estátua”. A regra áurea é buscarmos em primeiro lugar o Reino de Deus.
A fé não verdadeira não passa de crença verbal e o possuidor de tal fé se esforça para que não tenha de depender de Deus em suas decisões e arranjos na vida. Duro será quando tivermos nas fronteiras da vida e percebermos que não cultivamos uma fé verdadeira, para nos sustentar diante das duras provas. A morte é o momento derradeiro e nada poderá tomar o lugar da fé verdadeira nesta hora. Riquezas, sonhos, cultura, poder, status etc. nada preencherá o vazio existencial deixado pela fé não verdadeira.
Precisamos convidar e permitir que o Senhor nosso Deus nos leve a céu aberto para desnudar nosso falso modo de vida e nos capacitar em segurança quando mais nada restar. Pode ser um amargo remédio, mas nos curará da falsa fé agora.
Paulo nos diz em II Tm. 1:5 “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há”.

Soli Deo Gloria


Pr. Luiz Fernando R. de Souza

17 agosto 2014

E NÃO SOBROU NINGUÉM




E NÃO SOBROU NINGUÉM

Martin Niemöller foi um pastor luterano alemão que, em 1966, ganhou o Prêmio Lênin da Paz, e que desde a década de 80, tornou-se conhecido pelo texto: "E Não Sobrou Ninguém", adaptação do poema de Vladimir Maiakovski - "Quando os Nazistas Vieram Atrás dos Comunistas". 

O texto adaptado de Niemöller ficou assim: "Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era socialdemocrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse".

O texto está centrado no fato de que o nazismo não surgiu de uma hora para outra. Pouco a pouco foram feitas mudanças de valores que não foram observadas pelos alemães, e logo depois surgiram ameaças, impedimento da liberdade de expressão, controle da religião, pregação de conceitos bem diferentes dos praticados pela nação alemã, e por fim... o nazismo fez o que fez. Primeiro com os próprios alemães de origens diversas, e depois com o terror da guerra mundial. Muitas vidas foram ceifadas e a desgraça se abateu sobre o mundo de então, porque não houve reação sobre o que estava por trás da proposta nazista. Mas, o que isso tem a ver conosco? Antes de considerar algumas questões, já adianto: muito, e tudo a ver com a política de uma nação. Política é um dos assuntos mais complexos que temos; ela é demasiadamente poderosa.

O desgaste advindo das más administrações e do nível de corrupção, mexe tanto com a sociedade que a vontade que temos é de parar de ler esta matéria, pelo simples fato de tratar deste tema. Entretanto, a política é essencial, só que apenas poucos se preocupam em aprofundar seu conhecimento sobre o assunto. Por falta de interesse ou mesmo ignorância, fala-se muito sobre partidos e candidatos políticos, mas quase nada sobre a proposta ideológica que eles defendem. Não me refiro apenas ao sistema político, que é uma forma de governo que engloba instituições políticas para governar uma Nação, como a Monarquia e a República que são os sistemas mais tradicionais, mas sim, aos valores e intenções que os governantes, em nome do povo, aplicam em suas administrações. Para se ter uma ideia mais clara, um bom exemplo é o que temos visto nas declarações públicas da Ministra Martha Suplicy, do PT de São Paulo, sobre a "Ideologia do Gênero", afirmando que não podemos ensinar aos nossos filhos pequeninos sobre a sexualidade que devem assumir, mas somente quando chegarem à adolescência poderão optar se querem ser homens ou mulheres. Isso não é tolice de gente ignorante, nem de pessoas que desejam estar na mídia, mesmo porque muitas dessas ideias são desgastantes. Então, o que isso significa? A resposta é: "ideologia", e neste caso marxista. 

Não é comum perguntar aos candidatos ou partidos que desejam governar, quais os valores e princípios que acreditam. Por isso nos assustamos com leis que surgem, e que não fazem parte de nossa cultura e nem de nossa fé, já que a maioria da nação brasileira se diz cristã. Quer um exemplo? Ficamos impressionados com a "Lei da Palmada", pois é uma intervenção do Estado na família. Alguns até argumentam que precisamos defender as crianças. Concordo, mas elas já estão protegidas pelo Código Penal, só falta aplicá-lo. Então, por que essa intervenção na família? Isso é ideologia! O que é uma ideologia? Há dois sentidos de ideologia: neutro e crítico. O que se pode dizer do neutro, é um conjunto de ideias, pensamentos, doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou grupo, orientado para as ações sociais e, principalmente, políticas. A concepção crítica é que a ideologia pode ser considerada como um instrumento de dominação que age por meio de convencimento, alienando a consciência humana. Para alguns, como Karl Marx, a ideologia age mascarando a realidade. É preocupante quando não estamos atentos no que acredita aqueles que poderão estar no controle de nossas vidas, e o que é pior, sendo colocados no poder por nós mesmos, por meio do voto, democraticamente. Precisamos mudar esta realidade. Estar atento e sensível, sabendo o que está por trás do discurso, atitudes e propostas é uma obrigação fundamental, que se demonstra na coragem de questionar, mostrando preocupação com a mudança de determinados valores e princípios. Com isso, fica claro que existem pessoas com as quais candidatos e partidos terão compromissos mais profundos. Você concorda com a liberação da maconha? Você concorda com a intervenção do governo na educação de seus filhos? Você concorda com o aborto indiscriminado? O que você acha da mentira? Uma família deve ser constituída por um homem e uma mulher como diz a nossa Constituição? Você aceita que um professor da escola pública ou privada ensine homossexualidade para seu filho sem que você possa interferir nesse aprendizado? Pois é... tudo isso é ideológico e tudo isso está acontecendo. Tenho percebido que as políticas públicas de nossa nação estão indo contra o conceito de família tradicional que acreditamos, e pouco está sendo discutido sobre isso. Às vezes nos concentramos nas questões sobre quem seja menos corrupto ou o mais honesto, o que também é bastante importante, e nos esquecemos das ideologias que nos marcarão para sempre. 

Precisamos ter o cuidado de não imitarmos Maiakovski, e no final dizer: "...Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse". Temos a obrigação de enxergar o que está por trás dos discursos, se não por nós mesmos, pelo menos pelos nossos filhos e netos, que inocentes herdarão as consequências do nosso silêncio e de atitudes não assumidas pelo que se diz "policamente correto". Começando por nós, precisamos dar uma remodelada no caráter de nossa sociedade, e para quem é cristão de verdade, sabe que a única referência é Jesus Cristo, com quem podemos realmente aprender sobre ética e caráter.

Fonte: Email Recebido Pr. Barbosa - Autor - 
Pr. Luciano Estevam Gomes - PIB de Aracruz – ES.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza



07 agosto 2014

NOVA EDIÇÃO DO LIVRO OSSO DOS MEUS OSSOS/CARNE DA MINHA CARNE

Acaba de sair a 3a. edição do livro OSSO DOS MEUS OSSOS/CARNE DA MINHA CARNE. 
São abordados 4 assuntos fundamentais na vida de cada casal e família. 
  1. Como Melhorar a Comunicação no Casamento. O primeiro sinal de crise em uma relação é a comunicação deficiente. Respostas curtas, duras são sinais que algo não vai bem. Muitos casais não percebem isso e acumulam ao longo da vida ressentimentos e rancores que corroem a relação levando ao divórcio. O livro apresenta dicas de como melhorar a comunicação e encontrar o equilíbrio na vida a dois.
  2. Como Enfrentar as Crises Financeiras. Via de regra os casais mentem sobre essa área da vida. Para muitos existem mais dias do mês do que dinheiro para chegar lá. Aí, suprem as necessidades financeiras em cheques especiais, financeiras, cartão de crédito etc. e isso somente leva a opressão financeira. Dois de cada três casais separam tendo como um dos fortes motivos a área financeira. No livro você encontrará dicas de como administrar o dinheiro, sair das dívidas e ganhar qualidade de vida.
  3. Solucionando Conflitos. Não existe família sem conflito. A questão é como tratar os conflitos e melhorar o relacionamento. As causas dos conflitos são apresentadas e soluções apontadas.
  4. Melhorando a vida sexual. Ainda é um tabu no meio evangélico a palavra sexo. Este componente de nossas vidas é fundamental para bons relacionamentos entre os casais. O livro traz notas esclarecedoras sobre o assunto e encoraja e melhorar esta área.
Os pedidos poderão ser feitas pelo email prluizfernando@zipmail.com.br -prluizfernando1@gmail.com O valor do livro será de R$ 25,60 já incluídas as despesas dos correios.
Após o depósito ter sido feito, comunicar via email os seguintes dados: Nome, endereço completo, quantidade de livros e dia e número do depósito.
Dados da conta bancária:
Banco - Caixa Econômica Federal - CEF
Ag. 2923
C/C 883-6
Favorecido: Luiz Fernando R. de Souza



22 julho 2014

O TEMOR DO SENHOR ONDE ESTA?



Pela misericórdia e pela verdade se purifica a iniqüidade, e pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal.” Prov. 16:6
Nunca em toda história da igreja temos visto os cristãos praticarem o cristianismo sem o Temor do Senhor como nesses dias. Presenciamos pecados entrando no seio das igrejas e estas se acomodando a um padrão mundano de comportamento. Vemos artistas que se dizem convertidos e trazem para dentro da igreja os mesmos estilos de musicas e danças que praticavam quando estavam servindo ao diabo. São músicas sensuais e mundanas que despertam os mais vis desejos nos cristãos. Vemos e ouvimos expressões que tentam colocar o locutor próximo de Deus, mas que no fundo traduzem seus estados de alma. É comum artistas se referirem a Deus como "o cara lá de cima", como se Deus fosse o cara que morasse ao lado e fosse bastante íntimo. Vejo os ambientes de culto serem desrespeitados por completo. Antes do início do culto falta termor e reverência. As pessoas conversam como se aquela hora de culto se comaparasse a uma visita a um mercado central. Disse o salmista "Cale-se diante Dele toda terra". Não é incomum as pessoas ao sairem de um culto perguntarem ao pastor se ele sabe o resultado do jogo de futebol que havia iniciadao às 18h, como se estivessem dizendo: Pastor o sermão não foi interessante e estava em outro lugar durante a pregação. Deixamos de levar Deus a sério quando não nos importamos com sua Palavra. Quanto a tratamos como algo de só menos importância. A grande verdade é que os cristãos em sua maioria não reverenciam a Bíblia e nem acham que seja a Palavra de Deus a ponto de levarem-na a sério o suficiente para se esforçar para obedece-la. Abandonamos o termor do Senhor quando brincamos ou usamos o nome de Deus em vão. Esquecemo-nos que o judeu não utilizava o nome de Deus (Yavé) no dia-a-dia por temor, dai usar Elohim, Adonai etc. Perdemos o temor do Senhor quando adentramos os ambientes de culto vestidos de qualquer maneira. Deveríamos nos perguntar: Entrarei diante de quem mesmo? Precisamos dar o nosso melhor para Deus até no nosso vestir e assim nos apresentarmos a Ele decentemente. Com isso  melhoramos o nível da nossa comunidade, seremos parâmetro para outros irmãos etc. Existem pregadores que possuem a boca pesada publicamente. Pregadores que chamam seus parceiros de ministério de otários, safados etc. como se fossem o exemplo a ser seguido. Esquecem-se que Paulo disse a Timóteo que este deveria ser exemplo dos fiéis na palavra. Palavra no texto de Timoteo não quer dizer Bíblia, mas linguajar diário. Tais pregadores são espertalhões e já deixaram o temor do Senhor de lado há muito tempo. 
O pecado tornou-se palavra bem vinda entre os cristãos. Fico pasmo quando ouço pessoas buscando serem abençoadas e suas vidas entregues a toda sorte de erros. Deus não mudou em Seu ser, pois, nEle não há sombra de variação. De tanto ouvirmos, vermos opiniões, filmes, novelas sobre assuntos abomináveis, concluímos que tudo deve ser como é. Esquecemo-nos que para os filhos de Deus o chamado é para santidade. Para Deus não vale 98% de santidade. Daí termos uma igreja fraca, mundana e sem o vigor do Espírito Santo. Agora virou moda nossas músicas expressarem os desejos carnais e sensuais da natureza humana, onde nossos pseudos adoradores convidam seus ouvintes a tirarem o pé do chão como se isso fosse algo fantástico. Estes pseudos adoradores não expressam mais seus desejos de adorarem ao Senhor na beleza da Sua santidade com hinos de louvor, mas se intitulam artista que estão trabalhando a faixa tal de seu último CD.
Temor do Senhor é levar Deus a sério. É fazer Sua obra do jeito que Ele ordenou e não copiarmos o mundo para parecermos mais aceitáveis. Nunca entendi direito o texto do Antigo Testamento que diz que Usá ao tocar a arca do concerto morreu quando os bois tropeçaram. Sempre achei muito duro da parte de Deus punir esse jovem por uma atitude, no mínimo, razoável. Mas ao estudar este texto percebi a gravidade do pecado de Usá. Davi havia copiado a maneira dos filisteus de transportar a arca. Eles fizeram uma carroça novinha e mandaram a arca para o deserto. Davi fez a mesma coisa. Mandou fazer uma carroça novinha e encaminhou a arca para Baal-Judá. Davi copiou o padrão do mundo. Davi havia esquecido que a arca não era para ser levada por carroça, mas pelos sacerdotes. Ninguém poderia tocar a arca em hipótese alguma. Quando Davi soube como a arca deveria ser transportada, ela o foi sem maiores problemas. Quando conhecemos e experimentamos uma profunda comunhão com Deus nossa visão sobre Ele muda radicalmente. A primeira sensação ou percepção que temos é de inadequação. Percebemo-nos inaptos diante de Deus. Vemo-nos pequenos diante da grandeza de Sua santidade. 
O temor do Senhor deve prevalecer em nossos corações e mentes. Precisamos urgentemente perceber que o Senhor é santo em sua essência. Que os tratos dEle conosco são santos. E que quando não o levamos a sério abrimos a porta para Ele nos corrigir à Sua maneira.

Soli Deo Gloria
Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza

25 junho 2014

CAIO FÁBIO ALGUÉM QUE JÁ FOI E NÃO É MAIS OU UM SEMIDEUS ENCARNADO?

Meu filho me enviou um link de uma entrevista de Caio Fábio no programa The Noite no SBT. Não consigo dizer que Caio Fábio é pastor, pois não é. Virou um guru daqueles que se alimentam das bolotas de porcos em pocilgas mentais. Fiquei me perguntando como uma pessoa assim pode dizer que crê em Cristo.
Iniciou sua fala chamando todos os evangélicos de burro e sem cultura, como se ele fosse de uma profundidade mental espetacular. Teve a audácia de dizer que enquanto pastor presbiteriano tentou ensinar todo espectro das igrejas evangélicas a pensar e transmitir conhecimento, mas entendeu que era inútil e impossível. 
Quem o chamou para ser o legislador do povo de Deus? Quem o constituiu parâmetro para a igreja em termos de doutrina. Dá a entender que somente ele possuía o conhecimento secreto libertador que emanciparia o povo de Deus no Brasil. Isso me cheira a gnosticismo grosseiro.
Afirmou que as igrejas e pastores são tiranos e escravocratas, produzindo mentes descerebradas e inúteis. Sua afirmação joga no lixo dezenas de anos de estudos de milhares de pastores sérios de várias denominações e os iguala aos senhores de engenhos ou mesmo aos poderosos de Roma. Para Caio Fábio a igreja nada produz de útil ou serve a Deus. As manifestações do poder de Deus, para ele, somente acontecem em seu movimento herético chamado Caminho da Graça, onde incautos encontraram doutores segundo suas próprias concupiscências.
Como o senhor da verdade disse que a igreja somente incute medo nas pessoas o que as leva a ser prisioneiras ao invés de libertas.
O que mais me impressionou Foi Caio concordar como apresentador que o Novo Testamento fez caducar o Antigo Testamento e ainda mais concordou que muito do Novo Testamento caducou também. Ai pergunto: o que sobrou para ser seguido e praticado? Que autoridade Caio Fábio tem para dizer que texto a ou b não procedem mais para a igreja. Se assim for, nunca termos certeza ou confiança em quais partes podemos viver ou confiar para praticarmos o cristianismo e mesmo seguirmos até a estatura do Varão Perfeito.
Para Caio Fábio Cristo aboliu em 100% a Lei. Cita Romanos 10:4 “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê”. Cita o texto fora do contexto e daí chega à heresia.
Paulo não está dizendo que Cristo aboliu a Lei, pois o restante do versículo explica o seu início. O que Paulo está dizendo é “que crer em Cristo como Senhor e Salvador põe um fim à busca inútil do pecador pela justiça por meio de suas tentativas imperfeitas de salvar a si mesmo pelos esforços em obedecer a lei. Veja – R. 3:20-22; Is. 64:6; Cl. 2:13-14
A afirmativa e Caio Fábio é resultado de alguém que a décadas deixou de estudar teologia e refletir seriamente na Palavra. Criou achismos que aparentemente impressionam, mas caem em suas próprias armadilhas. Na verdade são sofismas da pior espécie.
Ao afirmar que anjos coabitaram com mulheres e geraram seres híbridos introduz algo estranho à natureza humana. Como ele afirma que tais seres sobreviveram ao diluvio então seus descendentes proliferaram por gerações ininterruptas sobre a face da terra. Se tal fato aconteceu a morte de Cristo não atingiu esses seres híbridos, pois Ele veio salvar o homem com 100% de sua humanidade e nunca seres híbridos. Doeu ouvir tanta baboseira.
Ainda ele afirmou que o diluvio veio esterilizar o pecado da raça e exterminar estes seres híbridos. Se veio exterminar os seres híbridos como pode vários deles terem sobrevivido ao diluvio? Caiu em contradição várias vezes.
Para Caio Fábio a utilização do Antigo Testamento, por parte da igreja moderna, somente serve como forma de controle e tirania.
Fiquei enjoado e enojado com tal entrevista. Caio se colocou como guru gospel do sec. XXI.
Afirmou que Cristo ensinou o caminho da consciência que todos podem seguir. Tal afirmação toma a benção ao budismo, xintoísmo e das religiões orientais, onde o mal não existe, o pecado é erro de percurso e que os iluminados ou budas trazem a consciência amplificada para que os homens vivam melhor ou sejam mais felizes. Negou abertamente a hediondez do pecado e suas consequências. Anulou a obra do Calvário profanamente e rebaixou Cristo a nível dos salvadores inúteis das religiões.
Ao afirmar que Deus é um absurdo e loucura pura obteve o aplauso de ateus que alegremente se viram realizados nele.
Gostaria de escrever mais, mas não consigo. Tal assunto produz vômito em qualquer homem com um mínimo de cérebro.
Não acredito que haja possibilidade de retorno ao puro evangelho e mesmo arrependimento para Caio Fábio. Mostrou-se o melhor de todos, aquele que está acima do bem e do mal. Utilizou sua boca porca para proferir palavras que não caem bem para um pastor. Jugou todos e esqueceu de julgar-se. Mostrou o pecado de todos mas esqueceu de falar dos seus. Disse que igrejas são produtoras de homossexuais, fato nunca comprovado por pesquisa alguma, mas esqueceu de falar sobre seu adultério. Exarou seu rancor e azedume contra aqueles que um dia serviram de plataforma para que milhares de dólares entrassem em sua vida através livros, fitas de vídeo, DVDs, viagens a Israel, congressos etc. É o sujo falando do mal lavado.
Caio Fábio pratica um pluralismo filosófico exacerbado e uma hermenêutica radical desproporcional.
Em resumo prestou um desserviço para o Reino de Deus.
Que o juízo comece pela casa de Deus.

Soli Deo Gloria


Pr. Luiz Fernando R. de Souza

19 junho 2014

LUTANDO CONTRA A ANSIEDADE




Lutando Contra a Ansiedade

John Piper
Devemos seguir o modelo de Jesus e Paulo. Devemos combater a incredulidade da ansiedade com as promessas de graça futura. Quando estou ansioso sobre algum novo empreendimento arriscado ou reunião, eu luto contra a incredulidade com uma das minhas promessas mais frequentemente utilizada, Isaías 41:10. O dia em que saí para passar três anos na Alemanha, meu pai me ligou de longa distância e me deu essa promessa ao telefone. Ao longo dos três anos, eu devo ter citado isso para mim quinhentas vezes, para conseguir passar por períodos de tremendo estresse. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Isaías 41:10). Quando o motor da minha mente está em ponto morto, o sussurro das engrenagens é o som de Isaías 41:10.
Quando estou ansioso quanto ao meu ministério ser inútil e vazio, eu luto contra a incredulidade com a promessa de Isaías 55:11. “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”.
Quando estou ansioso quanto a ser muito fraco para fazer o meu trabalho, eu luto contra a incredulidade com a promessa de Cristo: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9).
Quando estou ansioso quanto a decisões que tenho que tomar em relação ao futuro, eu luto contra a incredulidade com a promessa: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho” (Salmo 32: 8).
Quando estou ansioso quanto a encarar adversários, eu luto contra a incredulidade com a promessa: “Se Deus é por nós, quem será contra nós”? (Romanos 8:31).
Quando estou ansioso quanto ao bem-estar das pessoas que amo, eu luto contra a incredulidade com a promessa de que, se eu, sendo mau, sei como dar boas coisas aos meus filhos, quanto mais “vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem” (Mateus 7:11). E eu luto para manter meu equilíbrio espiritual com a lembrança de que não há ninguém que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou terras, por amor de Cristo, que “não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna” (Marcos 10:29-30).
Quando estou ansioso quanto a estar doente, eu luto contra a incredulidade com a promessa: “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR de todas o livra” (Salmo 34:19). E eu tomo a promessa com tremor: “a tribulação produz perseverança; a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:3-5).
Quando estou ansioso quanto a estar envelhecendo, eu luto contra a incredulidade com a promessa: “Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei” (Isaías 46:4).
Quando estou ansioso quanto a morrer, eu luto contra a incredulidade com a promessa de que “nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos” (Romanos 14:7-9).
Quando estou ansioso de que eu possa naufragar da minha fé e me afastar de Deus, eu luto contra a incredulidade com as promessas: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6) e “também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).
Esse é o modo de vida que eu ainda estou aprendendo, enquanto entro na minha sétima década. Eu escrevo este livro na esperança, e com a oração, de que você se unirá a mim. Façamos guerra, não contra outras pessoas, mas contra a nossa própria incredulidade. Ela é a raiz da ansiedade, a qual, por sua vez, é a raiz de tantos outros pecados. Por isso, liguemos os nossos limpadores de para-brisa e usemos o jato de água, e mantenhamos os olhos fixos nas promessas grandes e preciosas de Deus. Tome a Bíblia, peça ajuda ao Espírito Santo, coloque as promessas em seu coração e combata o bom combate – viver pela fé na graça futura.
Fonte: Trecho do livro Lutando Contra a Incredulidade, lançamento de Maio de 2014 da Editora Fiel
Soli Deo Gloria
Pr. Luiz Fernando R. de Souza

10 maio 2014

DEUS CRIOU ESPOSA PARA CAIM, ASSIM CRÊ UM PASTOR EM NOSSOS DIAS– DÁ PARA ACREDITAR?




DEUS CRIOU ESPOSA PARA CAIM, ASSIM CRÊ UM PASTOR EM NOSSOS DIAS– DÁ PARA ACREDITAR?

Vi este vídeo em um blog e não recordo qual foi, por isso não cito a fonte.
Ai não pude deixar de pensar em quanta bobagem é dita quando o conhecimento teológico, bíblico, histórico passa longe. Existem implicações teológicas profundas nesta afirmação a ponto de anular o plano de Deus para a humanidade. 
Vamos ponderar sobre algumas afirmações do autor do vídeo.
Não vou tecer comentários sobre pessoas, pois estas merecem nosso respeito e aqui o objetivo é comentar sobre ideias. Estas sim podemos concordar ou discordar.

1 - O autor do vídeo afirma que existem 3 teorias sobre as mulheres de Caim e Abel, mas na realidade existem quatro e a quarta que não foi mencionada é mais correta porque tem fundamentação bíblica. Em Gn. 6: 4 a Palavra afirma queE foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas”. 
Qualquer estudante do primeiro semestre de um curso de teologia, e não precisa ser dos melhores, sabe que a Bíblia quando trata de genealogia somente cita nomes de homens, observando uma prática das culturas da época. Em qualquer genealogia não encontramos nomes de mulheres, porque isso não fazia parte do costume da época. Assim sendo, a Bíblia nos informa somente sobre homens e suas genealogias. Então Deus não precisava criar mulheres para Caim e Abel, pois Adão e Eva já haviam feito isso. Fica a pergunta: “Irmãos casavam com irmãs, primos com primas etc.?” A Reposta é um sonoro sim. Para cumprir a ordem de multiplicar e povoar a terra esse era o método normal e não havia outro que pudesse substituir. O problema de casamentos entre parentes e a consequente geração de filhos com possíveis problemas não remonte aos primórdios da história da raça humana, mas é bem posterior a isso.

2 - Quando estudamos teologia e isso não é conhecimento oculto somente para os sábios e suprassumos do saber, mas está ao alcance de todos, aprendemos que Deus trabalhou na criação até o 6º. Dia e depois descansou. Isso implica que Ele não mais criou coisas ou pessoas imediatamente, pois isso havia terminado com a criação do homem. Daí para frente Deus continua Deus criador, não mais imediatamente, mas mediante aquilo que foi criado por Ele, ou seja, Deus continua criando homens e mulheres através de seus pais, continua criando as ervas do campo através do polinização. Então o Criador nunca criaria mulheres para Caim e Abel fazendo-os dormir e tirando destes suas companheiras como fez com o primeiro casal.

3 - Deus não poderia criar esposas para Caim e Abel conforme crê o pastor do vídeo. Deus na concepção do autor do vídeo pode fazer qualquer coisa indiscriminadamente. A onipotência de Deus está limitada pela sua própria natureza. Assim sendo, ele não poder fazer aquilo que vai de encontro a sua natureza como: pecar, mentir, negar a si mesmo, criar uma pedra tão pesada que Ele não consiga carregar, criar um círculo quadrado ou uma água seca. Então essa concepção que Deus pode fazer tudo indiscriminadamente é infantil e enganosa. Assim sendo, Deus nunca poderia criar esposas para Caim e Abel, pois se tivesse feito estaria quebrando seu descanso e mesmo introduzindo na raça humana mulheres ou seres humanos sem pecado, ou seja, as prováveis mulheres criadas por Ele para Caim e Abel não participariam da natureza pecaminosa de Adão e ai seriam sem pecado, podendo neste caso, não pecar
Vamos especular um pouco. Se tivessem sido criadas tais mulheres e estas soubessem do horror e tragédia do pecado, poderiam optar por não pecar. Se isso acontecesse tais mulheres não precisariam de um Salvador e portanto a morte de Cristo na cruz não as alcançaria com seus efeitos benéficos. Seriam seres na condição primeira de Adão e Eva vivendo em um mundo contaminado pelo pecado não precisando de serem salvos. Dia concluirmos que Deus nunca criaria diretamente mulheres para Caim e Abel, pois estaria negando seu plano eterno que implicaria na morte de Cristo pelo ser humano pecador. Portanto, todos os seres humanos após Adão e Eva nascem pecadores e por isso pecam e daí necessitarem de um salvador que é Jesus Cristo.

4 - Adão e Eva foram os representantes da raça humana e o que eles fizeram de errado no Éden foi imputado/repassado para todos os seus descendentes. Dentro do plano de Deus este nunca poderia ter perdoado o homem como um ato de sua soberana vontade, como se dissesse após o pecado: “Eu perdoo vocês pelo pecado cometido”. Não poderia fazer isso porque a ofensa dos primeiros pais humanos implicava em ter de cumprir a justiça de Deus para se alcançar a salvação, e isto foi conseguido na pessoa de Cristo que exerceu a obediência passiva e ativa, sem a qual nunca haveria salvação para ser concedida ao homem. Assim se houvesse criação de seres após o pecado, o plano salvífico de Deus seria anulado e este seria um ser frustrado porque não haveria outro plano de salvação a ser realizado, porque haveria seres humanos sem pecado andando pela face da terra, desconhecedores da vileza do pecado e ao mesmo desconhecedores da graça salvadora de Cristo. Este plano de salvação implica na vinda, morte e ressureição de nosso Senhor Jesus Cristo. Sem isto não há salvação para o homem.
Gostaria de tecer mais alguns comentários, mas deixo isso para outros que queiram aprofundar um pouco mais nestas questões.
Vale o alerta que Tiago nos diz em sua epistola: Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo”. Tg. 3:1

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

27 abril 2014

PRÁTICAS MUNDANAS NÃO DINAMIZAM A IGREJA

Replicando 
Tenho visto e ouvido falar da introdução de práticas mundanas nos cultos como forma de diferenciação e inovação. Práticas nunca antes imaginadas e acalentadas pelos cristãos entram pela porta da frente das igrejas e encontram abrigo na mentalidade infantil e distorcida de muitos líderes. Vi um vídeo onde um grupo de capoeira se apresenta no meio de um culto e ali foram praticadas seus rituais e danças como se fosse em uma praça pública. Tudo isso em nome do diferente e do inovador. Perguntei-me o porque daquilo tudo. Não consegui respostas minimamente razoáveis. A prática de esporte nada conflita com o culto a Deus, mas introduzir isto em um culto no mínimo é anular o culto. Esses acréscimos que em outros lugares de culto chegam a contar com lutas diversas antes do culto e etc. demonstram a falência da igreja gospel. A verdeira igreja não se submete a isso.
Ao nos convencermos que algo precisa mudar dentro da igreja e este algo não está claro para nós, tentamos de todas as formas apresentar alguma alternativa ao status quo reinante. Essa mudança precisa vir de qualquer maneira, pois, existe a convicção ou sensação que algo está errado e precisa mudar. Muitas vezes a mudança que tanto almejamos para a igreja deveria começar dentro de nós mesmos. Normalmente o homem sempre vai transferir para outrem sua angústia existencial ou seu desassossego interior. Ao invés de tomar a auto responsabilidade como padrão de vida e dar novos rumos à sua existência, vai achando culpados para suas crises pessoais, como fez Adão no paraíso quando Deus o interpelou e ele não tendo respostas jogou para Eva a responsabilidade da crise instalada. Daí vivenciarmos coisas desagradáveis e inúteis em nome de Deus como se tudo fosse normal.
Um dos lemas posteriores da Reforma Protestante foi: “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” (Igreja Reformada Sempre se Reformando). Verdade que precisamos desesperadamente resgatar e viver em nossos dias. Para muitos reformar a igreja implica em afrouxar a teologia, desprezar a doutrina e introduzir novos elementos na liturgia. Entendem que uma igreja que se reforma deve ser criativa, no sentido de ser bastante aberta nas questões doutrinária, metodológica e cúltica. Tentam trazer vida para um sistema moribundo através de coreografias, misticismos exacerbados e comportamentos limítrofes com o paganismo, como se isso provocasse a reforma necessária. O grande equívoco nesta forma de pensamento e comportamento é que quando esta máxima “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est”, de autoria do reformador holandês Gisbertus Voetius (1589-1676) e já vivida por Lutero nos primórdios da Reforma em 1517, não tinha a intensão de inovar a maneira de ser, haja vista, os excessos de inovações introduzidos pela igreja romana ao longo dos séculos, culminando nas vendas de indulgências e relíquias, coisas que Lutero lutou para extirpar da igreja. Na realidade Lutero percebeu que reformar não era inovar a sua teologia ou a sua liturgia, mas sim, restaurar e redescobrir aquilo que havia se perdido ao longo de mais de 1000 anos de história chamado erroneamente idade das trevas, quando a Bíblia já havia deixado de ser o fundamento doutrinário da igreja e prevaleciam as tradições resultantes das decisões dos concílios e interesses financeiros e políticos dos papas. Logo, o resultado da Reforma Protestante no século XVI não foi um movimento inovador, mas restaurador, purificador, esterilizante, um retorno às origens, um retorno à Palavra de Deus, uma busca incessante pela simplicidade bíblica, que hoje em dia desapareceu de nosso meio.
Por vezes, o lema supracitado tem sido usado de maneira equivocada e totalmente desvirtuada. Muitos o utilizam como pretexto para introduzir novidades, modismos e ideias politicamente corretas na igreja. Aqui, volto a repetir, estar sempre se reformando não é sempre inovando ou buscando incessantemente criatividade. Isso é próprio dos meios de comunicações que precisam diversificar constantemente para não perder seu publico. Ao nos conformarmos com a mentalidade do mundo teremos como corolário um afrouxamento litúrgico, teológico e abriremos as portas para o mundanismo. Estar sempre se reformando é buscar continuamente o retorno ao cristianismo bíblico e básico, reafirmando as doutrinas e práticas das Escrituras Sagradas.
Creio que esta busca alucinada pelo novo e inovador tem levado a igreja esquecer que seu poder dinamizador não está no desconstrutivismo litúrgico ou teológico, na introdução de praticas exóticas como meio de atrair ou descontrair uma plateia, mas na dinâmica do Espirito Santo. Este Espirito dinamizador é que quebra a monotonia da religiosidade, expulsa o mundanismo da igreja e a enche de vida. Esse Espirito que provoca ações e reações dignas de Deus e para louvor de Sua glória. É esse Espírito Santo que abre as comportas interiores para fluírem os rios de águas vivas.
Sim, o lema “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est” está vivo e pede passagem. Ele clama por ser vivido pelo povo de Deus. Desafia-nos a redescobrir e vivermos a simplicidade e pureza das Escrituras Sagradas no poder do Espírito. Assim sendo, experimentaremos novidade vida. Nossos cultos não serão monótonos. Nossas orações serão arrebatadoras. A pregação da Palavra será o centro de nossos cultos. E no final de tudo Soli Deo Gloria.

Soli Deo Gloria

Pr. Luiz Fernando R. de Souza