22 novembro 2021

Onde estão nossos corações?

 

Onde estão nossos corações?

 

Por que estamos vivendo um endurecimento?

Por que tamanha insensibilidade diante do sofrimento?

Mas por onde começamos?

 Muitas vezes, ficamos imobilizados diante de uma situação desesperadora. Lembro-me de presenciar um acidente grave automobilístico, de ser o primeiro no local, e ficar travado sem saber o que fazer. Por que isso acontece? Onde está o nosso senso de empatia Cristã nessas horas? Eis a questão. Isso tem um nome oficial; se chama: fadiga da compaixão, também conhecida como estresse traumático secundário. É o cansaço da compaixão, devido ao costume com histórias de perdas, dor e sofrimento, e contato constante com tragédias. Com o ciclo de notícias atuais, que falam na sua maioria sobre fatalidades e flagelos, nosso coração vai se acostumando com o sofrimento, se endurecendo. Há alguns meses estamos sendo bombardeados por notícias terríveis: Doenças, mortes, fome, crise econômica. Nosso coração está sendo atacado emocionalmente. Estamos sendo induzidos a nos acostumar com as calamidades. Diante disso, o que fazer?  Como manter a empatia, a contrição? Como ainda “chorar com o que chora?” Como agir para que esse panorama terrível não acostume nosso coração cristão com o sofrimento? A resposta é: Se desprenda dessa tradição. Não siga a corrente que tem aumentado a maldade humana. Faça algo atípico. Como? Jesus ensinou em Mateus capitulo 5. Primeiro comece amando o seu próximo. Dê ao próximo o que há de melhor em seu coração. Segundo, ore por seu inimigo, ame seu inimigo. não deixe seu coração se acostumar com as tragédias, e assim perdendo a sensibilidade do Espirito Santo. ’’Se alguém te obrigar andar uma milha, vai com ele duas.’’ (Mt. 5.41) Faça além do que qualquer um poderia fazer. ... “Se alguém tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa”. (Mt 5.40) e você estará preservando o seu coração da dureza, e da fadiga da compaixão. Sejam suas mãos e os pés veículos através dos quais Deus opere, e assim, apresentar ao mundo o amor e o cuidado que as pessoas tanto precisam. 

Pastor Cícero Frazão Neto

Igreja Presbiteriana do  Bairro Diamante - BH/MG


 

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