13 janeiro 2026

TEOLOGIA DESCOMPLICADA E INTELIGENTE

 


Vem aí o Teologia Inteligente. Uma abordagem à teologia de forma simples e descomplicada, traduzindo os conceitos teológicos para todo cristão entender. A teologia abordada será a clássica e tradicional. Isso trará vários benefícios como: Compreender melhor como Deus age no mundo e nas sociedades humanas - Entender com clareza o que a Bíblia diz - Preparar com qualidade os participantes para identificarem as heresias e combatê-las - Qualificação de lideranças em diversas áreas da igreja, o que facilitará o ministério pastoral local, além de ser uma ótima oportunidade de reciclar o conhecimento para aquele que fez um seminário e muito mais.  Você vai dominar a teologia em sua própria casa.

Os encontros serão às 2a. feiras às 20h pelo ZOOM

Informações pelo Whatsapp 31 991170222

Pr. Luiz Fernando Ramos de Souza

Graduado em História e Teologia

Pós Graduado em ADM Financeira e Filosofia da Religião.





01 janeiro 2026

TRÊS RESOLUÇÕES PODEROSAS PARA 2026

 


RESOLUÇÕES DE ANO NOVO 2026

Como cristãos, quando pensamos em resoluções de Ano Novo, muitas vezes pensamos novo planos, desejos não realizados ou mesmo um grande desafio profissional.

Mas gostaria de apontar algumas resoluções que sendo muito simples passam desapercebidas e nos moldam a um estilo de vida errático.

Quero apontar 3 resoluções simples mais necessárias.

 1 - 1. Pratique o gerenciamento da atenção.

Ouvimos falar muito sobre gerenciamento do tempo hoje em dia, mas raramente sobre gerenciamento da atenção. O brasileiro passa, em média, cerca de 9 horas por dia conectado em frente às telas, sendo um dos países que mais usam smartphones e outros dispositivos, com dados recentes de 2025 indicando aproximadamente 9h13min a 9h32min diários, focados principalmente em mensagens e redes sociais como WhatsApp e Instagram. diárias. Estamos imersos em um mar de mensagens de texto, e-mails, vídeos, jogos e alertas. Se não tomarmos cuidado, isso pode se tornar uma série interminável de distrações que desviam nossa atenção de coisas mais importantes. Isso sem contar que se ao acordarmos ligarmos diretamente o celular antes de qualquer outra coisa, receberemos uma dose exagerada de dopamina (gera prazer) que um pouco mais tarde roubará nosso foco durante o dia, sentiremos cansados e o nosso organismo compensará essa dopamina com reações como depressão. Isso resultará que buscaremos mais dopaminas virando um ciclo vicioso, ou seja, seremos viciados em telas como um drogado o é para as drogas.

Eles também podem nos moldar sutilmente à imagem da cultura secular que produz grande parte do que consumimos. Como escreve o teólogo Jason Thacker: “Seguir Jesus na era digital exige... que tenhamos os olhos bem abertos e percebamos como a tecnologia nos molda sutilmente de maneiras muitas vezes contrárias à nossa fé. Precisamos aprender a fazer as perguntas certas sobre nossa relação com a tecnologia, examinando-a com clareza e fundamentada na Palavra de Deus.” 

É preciso um esforço intencional para proteger nossos corações das mensagens frequentemente contrárias ao cristianismo que chegam pelas telas, mas precisamos priorizar isso, pois “tudo o que fazemos provém” do nosso coração ( Prov. 4:23 ). Podemos usar a tecnologia de muitas maneiras benéficas, mas também devemos “examinar tudo cuidadosamente” e “reter firmemente o que é bom” ( 1 Tess. 5:21 ), evitando obstáculos ao nosso crescimento espiritual.

Aqui destaco uma das armas mais terríveis que Satanás usa contra o cristão, a procrastinação. Meu irmão e amigo, resista à tentação de deixar para depois. O Senhor Jesus nos dá o exemplo de decisão vigorosa quando disse para Judas quando este o ia trair. Mesmo sabendo das consequências desse ato de Judas, Ele foi determinado: “O que tens de fazer, faze-o depressa”. Jo. 13:27.

Nós não temos o amanhã, somente o agora.

Lembremos aquilo que James C. Hunter disse em seu livro O Monge e o Executivo: “Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso destino”.

Gerenciar a atenção é nos dedicarmos a fazer aquilo que deve ser feito e não o que nos dá prazer.

2 – Priorizar o que é de valor.

Isso aponta para aquilo que acrescenta em nossas vidas. Precisamos decidir entre o que será preciso ser descartado ou mantido. Relacionamentos tóxicos e destrutivos devem ser preteridos e novas alianças promissoras devem ser buscadas. 

Como cristãos precisamos urgentemente de uma profunda metanoia- arrependimento. Não arrependimento para salvação, pois uma vez salvos pela Graça não cabe mais esse tipo de arrependimento, mas o arrependimento de obras mortas. Quero inferir de Heb. 6:1 essas obras mortas. Significa deixar para trás atos e práticas que não levam à vida verdadeira em Cristo, resultantes da natureza pecaminosa ou da incapacidade da Lei de purificar a consciência. É um processo contínuo de mudança de atitude e ação, que envolve reconhecimento, confissão e abandono do pecado, buscando a transformação para obras vivas, produzidas pelo Espírito Santo, conforme ensinado em passagens como At. 3:19 e 1 Jo. 1:8-10. 

Se assim o fizermos termos lares melhores, vida cristã de qualidade e responderemos às demandas do Evangelho no poder do Espírito Santo.

Priorizarmos nossas famílias para que o Senhor seja glorificado nelas.

Priorizarmos a Palavra que nos sustenta e é o grande meio do Senhor Deus falar conosco.

Priorizarmos a oração que o grande meio de falarmos com Deus.

Billy Graham disse a famosa frase: "Dobre os joelhos e ore até que você e Deus sejam amigos íntimos".

Priorizarmos a evangelização. Falarmos de Cristo em toda e qualquer situação, no trabalho, escola, condomínios, lazer etc.

O apóstolo Paulo disse: “Fale a tempo e fora de Tempo”. II T: 4:2.

Priorizarmos a glória de Deus. Assim, quer vocês comam, quer bebam, quer façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. I Cor. 10:31.

Priorizamos a nossa igreja local. Sem este comportamento ela esfriará e murchará. Valorizarmos nossos pastores e trabalhos da igreja e dispendermos esforços para o seu crescimento.

3 – Poder do Espírito Santo.

Talvez a pessoa mais mal conhecida e negligenciada seja o Deus desconhecido, o Espírito Santo. Creio que foi o teólogo Carl F. Henry quem disse isso. Por não estudarmos sobre Sua pessoa confundimos manifestações da alma e da carne com a do Espírito. O Espírito Santo não fala nada com ninguém que seja contra a Palavra que Ele inspirou, a Bíblia. O Espirito Santo não fica aquém ou vai além da Palavra, Ele fica na Palavra.

Precisamos de ser cheios com o Espírito para fazermos a obra de Deus com capacidade e poder.

Lucas disse em Atos que: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”. Destaco que a palavra poder vem do grego “Dunamis (grego: δυναμις)” de onde vem nossa palavra dinamite. O poder da dinamite não se vê ou percebe em um enorme banco de areia, mas em locais de dura penetração (Rochas). Precisamos ser cheios desse poder em uma sociedade que resiste duramente à Palavra de Deus com ideologias demoníacas, ateístas e mundanas.

Estou convicto que somente este poder poderá vivificar a igreja em nossos dias.

Precisamos de uma visitação poderosa do Santo Espírito.

Três resoluções poderosas para 2026.

Você está pronto para assumi-las?

 SOLI DEO GLORIA

 Pr. Luiz Fernando R. de Souza

Igreja Batista da Aliança


12 dezembro 2025

A VIDA CRISTÃ É UMA JORNDA LONGA E PERIGOSA

 

A vida cristã é uma jornada longa e perigosa.

Por Thiago Silva , colunista de opinião. Sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Não existe terreno neutro no universo: cada centímetro quadrado, cada fração de segundo, é reivindicado por Deus e contestado por Satanás” – C.S. Lewis, Reflexões Cristãs

Em 1942, em meio ao estrondo das bombas e ao silêncio ensurdecedor do colapso moral que assolava a Europa, C.S. Lewis lançou um pequeno livro peculiar: uma coletânea ficcional de cartas de um demônio veterano para seu jovem aprendiz. As Cartas de Screwtape  não pareciam, a princípio, um sucesso natural. Não eram inspiradoras. Não eram doutrinárias no sentido tradicional. Não ofereciam nenhum consolo espiritual explícito. O que ofereciam, em vez disso, era um vislumbre do que aconteceu por trás das linhas inimigas — um espelho sombrio no qual o cristão podia se ver. E nesse espelho, Lewis revelou o que muitos haviam esquecido: que a vida cristã é uma guerra, e o campo de batalha é a alma.

A genialidade da visão de Lewis reside não em grandes revelações, mas na formação espiritual cotidiana. O objetivo do inimigo não é levar o paciente a um pecado dramático, mas mantê-lo espiritualmente adormecido — entediado com a igreja, orgulhoso de sua própria humildade, distraído pela política, apaixonado por romances superficiais, cético em relação ao sofrimento e indiferente à oração. Screwtape não visa destruir a fé com um único golpe, mas sufocá-la com a confusão. Cada carta é uma pequena lição de como a formação espiritual acontece — não primordialmente em vitórias ou derrotas espetaculares, mas em mil escolhas diárias de pensamento, hábito e coração.

É por isso que  As Cartas de Screwtape permanecem tão relevantes. Porque o discipulado — o processo real e contínuo de conformação a Cristo — é moldado e testado no cotidiano. E porque a guerra espiritual não se restringe aos campos de batalha, ela se desenrola em cozinhas, salas de aula, escritórios e bancos de igreja. Lewis sabia disso. Ele criou um livro que não era apenas inteligente, mas também pastoral. Por trás da ironia e da sátira, há um amor profundo pela alma e uma preocupação genuína com a Igreja. A vida cristã, como Lewis demonstra, não é uma ideia abstrata ou um passatempo de fim de semana. É uma jornada longa e perigosa rumo à glória, empreendida em território inimigo, onde a cada dia nos aproximamos de Deus ou nos afastamos dele.

Entendendo  As Cartas de Screwtape : Contexto e conteúdo

Quando  "Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz"  foi publicado em 1942, a Grã-Bretanha estava em plena Segunda Guerra Mundial. A nação havia suportado o Blitz, vivido sob a constante ameaça de invasão e enfrentava sofrimento, medo e perdas generalizadas.

Na época, Lewis estava conquistando um público nacional por meio de suas palestras na rádio BBC, que mais tarde seriam compiladas em  Cristianismo Puro e Simples . Sua voz ressoava em uma cultura cada vez mais marcada pelo secularismo, ceticismo e pela influência decrescente do cristianismo tradicional.  As Cartas de Screwtape  confrontaram essas mudanças com humor e perspicácia teológica, usando a correspondência fictícia de um demônio sênior para revelar como a distração, o orgulho e a apatia espiritual prosperam sob o disfarce da vida normal. A mistura de sátira, teologia e apologética imaginativa de Lewis ofereceu tanto crítica cultural quanto aconselhamento espiritual para uma geração ansiosa e cansada da guerra.

O livro consiste em 31 cartas fictícias de Screwtape, um demônio sênior, para seu sobrinho inexperiente, Wormwood, um tentador júnior designado para cuidar de um cristão recém-convertido, referido simplesmente como "o paciente". Através da voz cínica e condescendente de Screwtape, recebemos uma descrição profundamente perspicaz (e muitas vezes dolorosamente precisa) das táticas usadas por forças espirituais para sabotar a fé e a formação cristãs.

O que torna o livro tão poderoso é o uso que Lewis faz da teologia invertida. Screwtape se refere a Deus como "o Inimigo" e descreve virtudes cristãs como humildade, castidade e amor com repulsa. Essa perspectiva invertida força o leitor a pensar teologicamente a partir do ponto de vista oposto. Somos convidados a observar a vida cristã não através do idealismo, mas pela lente da oposição espiritual. E, ao fazê-lo, começamos a reconhecer a sutileza da tentação — não apenas em atos malignos, mas em desejos, hábitos e amores distorcidos.

Screwtape adverte Wormwood para não se apoiar em pecados dramáticos. Ele incentiva uma erosão pequena e gradual: encorajar o paciente a criticar os sermões em vez de aplicá-los; a orar com emoções vagas em vez de confissão honesta; a se fixar nas falhas dos outros membros da igreja; a idolatrar o conforto e a segurança; a espiritualizar compromissos políticos enquanto se esquece do Evangelho. Assim,  As Cartas de Screwtape  não são um manual sobre atividade demoníaca — são um espelho que reflete a frágil jornada do discipulado em um mundo caído.

Teologicamente, o livro está repleto da compreensão de Lewis sobre a santificação. Embora não estivesse escrevendo uma teologia sistemática, a visão de Lewis é bíblica: a vida cristã é um processo de conformação a Cristo por meio do ordinário e do difícil, por meio do sofrimento, da comunidade, do arrependimento e da obediência. A fúria de Screwtape aumenta quando o paciente cresce espiritualmente sem sentir nada, quando resiste à tentação silenciosamente ou quando ora sinceramente mesmo em meio à dúvida. Para Lewis, essas são as marcas do verdadeiro discipulado.

Além disso, o livro termina não com uma demonstração espetacular de vitória espiritual, mas com a morte — o momento que Screwtape chama de “território do Inimigo”. E, no entanto, é aqui que o paciente encontra a paz. Ele é recebido na glória, não por causa de sua força, mas porque foi preservado. Ele perseverou, hesitante, mas verdadeiramente, e os demônios perderam seu domínio.

É isso que torna  As Cartas de Screwtape  um livro tão fascinante para o discipulado moderno. Não é fantasia. É realismo disfarçado de ficção. Aborda o que muitas vezes ignoramos: que todo cristão está em uma batalha, não apenas contra pressões externas, mas também contra o afastamento interno. Que nossas mentes e corações estão em constante transformação — e que o discipulado intencional, moldado pela graça, é a única verdadeira resistência.

Um retrato do discípulo em processo

O paciente, o homem anônimo no centro de  Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz , não é um herói espiritual. Ele não é um mártir, místico ou visionário. Não é um santo cuja vida um dia será inscrita em vitrais. Ele é, aparentemente, uma pessoa comum. E é precisamente isso que o torna poderoso. Porque ele somos nós. Lewis optou por não dar um nome ao paciente, não para torná-lo extraordinário, mas para apresentá-lo como um homem comum — uma composição de inúmeros crentes que tropeçam na vida cristã. Ele se converte logo no início da história, começa a frequentar a igreja, ora (embora de forma inconsistente) e tenta viver uma vida moral. Mas ele está frequentemente confuso. Luta contra a luxúria, o orgulho, o medo, a preguiça e a aridez espiritual. Seus afetos são contraditórios. Seus motivos são obscuros. Suas convicções são pressionadas. Ele é influenciado pela cultura, pelas amizades, pelas modas intelectuais e pela dor pessoal. E, no entanto, em meio a tudo isso, algo real está se formando nele. Ele está sendo discipulado — não em um sentido programático ou institucional, mas no sentido espiritual formativo. Sua vida está sendo moldada — seja conformada a Cristo ou deformada pelo mundo.

As instruções de Screwtape fornecem um currículo sinistro de antidiscipulado. Seu objetivo não é destruir o paciente de uma só vez, mas impedi-lo de crescer. Ele treina Wormwood para incentivar a complacência, explorar as emoções e nutrir a passividade. Como ele mesmo diria: “De fato, o caminho mais seguro para o inferno é o gradual — a suave inclinação, macia sob os pés, sem curvas repentinas, sem marcos, sem placas indicativas” ( Screwtape , Carta 12). Portanto, Screwtape quer distorcer a visão do paciente sobre a oração, tornando-a egocêntrica. Ele corrompe a humildade, fazendo com que o paciente se orgulhe de ser humilde. Ele chega a transformar a igreja em uma fonte de irritação — amplificando a hipocrisia alheia, ampliando as diferenças sociais e embotando a vitalidade espiritual por meio da rotina.

E, no entanto, o que mais frustra Screwtape é que o paciente começa a mudar — não drasticamente, mas genuinamente. Ele começa a obedecer mesmo quando não se sente bem. Arrepende-se sem se justificar. Volta-se para Deus mesmo na ausência de consolo espiritual. São nesses momentos que o controle de Screwtape enfraquece. Pois nesses atos silenciosos de obediência, o paciente está amadurecendo. Está sendo santificado — não em glória, mas em perseverança.

Sua perseverança não impressiona pelos padrões mundanos. Não é dramática. Nem mesmo muito visível. É frágil. Mas é real. Ele continua orando. Continua indo à igreja. Continua se confessando. Continua caminhando. E, ao final das cartas, quando a morte chega, não é terror, mas triunfo. Ele é acolhido na presença de Cristo — não porque tenha alcançado a grandeza, mas porque a graça o sustentou. Ele não entra como uma celebridade espiritual, mas como um discípulo. E isso basta.

É isso que torna  As Cartas de Screwtape  tão impactantes, especialmente hoje em dia. O livro não apresenta a vida cristã em tons heroicos e idealizados. Ele a retrata em tons de cinza, em meio à luta e à fé silenciosa. Reconhece a dúvida, a tentação, o cansaço e o pecado — e ainda assim insiste que Deus está agindo em meio a tudo isso. Ele nos lembra que o discipulado não é reservado apenas aos fortes. É para os fracos que se apegam à graça. É para os ansiosos que retornam a Cristo. É para os cansados ​​que não desistem. Em outras palavras, é para todos nós.

A história do paciente não é de excelência espiritual. É uma história de fidelidade. E, no fim, é assim que a santificação se parece: lenta, custosa, comum e bela. A história do paciente nos assegura que o discipulado é possível — não apenas para os excepcionais, mas para todos que dizem: “Senhor, eu creio; ajuda a minha incredulidade”.

Discipulado e guerra espiritual

Por que essa combinação — discipulado e guerra espiritual?

Porque a vida cristã não é uma jornada neutra de auto aperfeiçoamento. É uma guerra de lealdade. Seguir a Cristo é entrar em um espaço disputado. É ser conquistado pela graça e perseguido pelo inimigo. É caminhar, diariamente, com Jesus através de provações, tentações, sofrimentos e pequenas vitórias — aprendendo a orar, a amar, a resistir, a perseverar. E Lewis, através da lógica invertida de seus demônios, nos ensina como o inimigo age para que possamos aprender como a graça prevalece.

Lewis sabia que a guerra nem sempre é dramática. Muitas vezes, é monótona. As armas do Inferno nem sempre são a violência e o caos, mas sim o tédio, a distração, o ressentimento, o orgulho e a apatia espiritual.  As Cartas de  Screwtape mostram como o Inferno trava guerra não subjugando os crentes, mas os entorpecendo lentamente — afastando-os da verdade um pequeno compromisso de cada vez. O paciente não cai com um estrondo, mas sim com uma deriva gradual. Essa percepção, acredito, faz de Lewis um grande guia para o discipulado na era moderna.

Numa época que banaliza o mal, descarta o sobrenatural e reduz o cristianismo a terapia, a visão de Lewis é um corretivo revigorante.  As Cartas de Screwtape  nos lembram que a vida cristã é um campo de batalha. O inimigo prefere a distração à descrença, a complacência ao confronto, o cinismo à coragem. Mas o Evangelho nos lembra de uma verdade maior: Cristo triunfou. Sua morte desarmou os poderes, Sua ressurreição garantiu a derrota deles e Seu Espírito capacita Sua Igreja a perseverar. Ser um discípulo é viver como um soldado nesta realidade: resistindo à tentação, reordenando o amor e perseverando com a Igreja até o fim.


Publicado originalmente no Boletim Informativo The Worldview. 

Thiago Silva

 

26 novembro 2025

5a. EDIÇÃO DO LIVRO OSSO DOS MEUS OSSOS/CARNE DA MINHA CARNE


 

O LIVRO ABORDA QUATRO TEMAS:
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07 outubro 2025

SOBRE A CIRCULAR CONJUNTA CBN/ORMIBAN – 001/2025 DE 19DE MAIO DE 2025 - EXISTEM CONTRADIÇÕES

CIRCULAR CONJUNTA CBN/ORMIBAN – 001/2025 – UMA ABERRAÇÃO

Vi hoje em um grupo de pastores batistas nacionais esta circular conjunta entre CBN/ORMIBAN (NACIONAL), e não pude deixar de ver algumas inconsistências gravíssimas.

Pontuarei algumas delas:

 1.    Que toda ordenação pastoral deverá ser realizada única e exclusivamente por meio da Ormiban – Ordem de Ministros Batistas Nacionais. Dessa forma, não sendo mais permitida a ordenação apenas em âmbito local.

R - Parece que existe um total desconhecimento do que é ser Batista e ser uma igreja BatistaA Ormiban não tem poderes para legislar sobre uma igreja local. Esta é totalmente autônoma, implicando que rege a si mesma. Essa autonomia da igreja local não implica em libertinagem, mas em preservação de suas características e funções. Uma igreja batista se autoregula pelos princípios que adota e pratica (Princípios Batistas).

2.    A ordenação de um candidato ao ministério pastoral não parte da Ormiban e sim da igreja local. Esta é quem promove a consagração ao ministério pastoral. Dentro dos princípios batistas, a igreja local consagra ao MP encaminha a documentação para a devida Ordem de Pastores. Todo o trâmite legal e processual parte da igreja local, isso implica nos levantamentos e certidões necessários para tal fim, formação do Concílio para Consagração, agenda etc.

3.    A Ormiban não tem de permitir nada para uma Igreja Batista local, pois a consagração não é para a Ormiban e sim para a igreja local, portanto, essa imposição é inócua.

4.    Logo, os atuais princípios praticados pelas Ormibans são afrontosos aos princípios batistas.

5.    Após os ritos estatutários e regimentais, a igreja solicitante agendará o culto de ordenação, onde o presidente do concílio será o único autorizado a dirigir a solenidade. Na ocasião, não deverá ocorrer a consagração de pastores ou pastoras locais. Ou seja, apenas o(s) candidato(s) aprovado(s) em sindicância e exame teológico solicitado pela igreja deverão ser ordenados nesse culto.

R – Os ritos estatutários e regimentais pertencem à igreja local que devem ser coerentes com os princípios batistas, que devem ser coerentes com os princípios da Ormiban.

A igreja local agendará o dia e hora e convocará o Concilio teológico e de consagração. Quem decide quem será o presidente do C. C. é a igreja local.

Esse texto é contraditório com o parágrafo anterior que diz que não haverá consagração no âmbito local, agora neste parágrafo diz que haverá consagração local desde que a Ormiban participe (Consagração de Mulheres). Se é para consagrar para uma igreja local não é necessário a participação da Ormiban.

 6.    A consagração de mulheres ao ministério pastoral é permitida única e exclusivamente na igreja local, conforme decisão da Ormiban de julho de 2004, na cidade de Penedo-RJ, por ocasião de sua Assembleia Geral. Na mesma decisão, determinou-se que as mulheres consagradas ao ministério pastoral não assumam a presidência de suas igrejas locais, ainda que possam assumir funções de liderança e cargos na diretoria. Além de serem observadas as exigências mínimas de formação teológica para o exercício da função...

R – No parágrafo anterior é dito que a consagração de mulheres ao ministério pastoral não foi aceita pela CBN. A saída à francesa encontrada na época foi deixar a consagração de mulheres para a igreja local. Fica a pergunta: Se a instituição maior não reconhece, por que participar de atos consagratórios locais? A saída apresentada à época 2004, apresentou-se como um subterfúgio covarde para evitar a evasão de igrejas. Por que os fundadores da denominação propuseram isto não significa que estavam certos e que não podem ser questionados.

Se as mulheres não podem ser presidentes de igrejas, logo são pastores inferiores e subalternos. Isso não condiz com a lógica e o bom senso.

Na circular é afirmado que não será permitido atos consagratórios locais, mas neste parágrafo diz que mulheres pode ser consagradas somente em âmbito local. Como é isso mesmo?

Gostaria de escrever mais, mas cansei.

 

Pr. Luiz Fernando R. de Souza

Pastor Sênior da Igreja Batista da Aliança – BH/MG

Primavera de 2025         

 

01 outubro 2025

ERLC alerta contra o uso de inteligência artificial para escrever sermões

A Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul lançou um guia aconselhando os líderes da igreja sobre os limites que eles não devem ultrapassar ao usar inteligência artificial. 

A ERLC publicou na quinta-feira o novo guia intitulado "A Obra de Nossas Mãos: Ministério Cristão na Era da Inteligência Artificial". O documento de 39 páginas descreve uma lista de princípios gerais que os líderes cristãos devem considerar ao interagir com IA, bem como diversos cenários que as igrejas podem encontrar à medida que a prevalência da tecnologia de IA aumenta.

O documento condena qualquer esforço para usar IA para "tentar abreviar ou interromper o processo de maturação e desenvolvimento da sabedoria". Ele alerta contra o uso de "sermões elaborados por IA", afirmando que "a IA pode auxiliar o pastor na preparação, mas nunca deve ser usada para substituir o chamado específico do homem de Deus para pregar a Palavra de Deus ao Seu povo". 

"O processo de desenvolvimento do sermão é uma das maneiras pelas quais Deus revigora e refina o coração do pregador", diz o guia. "Se esse processo for interrompido, o envolvimento valioso e pessoal com o texto se perde. Como regra geral, essas ferramentas são mais adequadas para serem utilizadas após o árduo trabalho de exegese e pesquisa, um processo que deve ser permeado por oração e reflexão pessoal."

O objetivo do documento é "equipar pastores e líderes ministeriais enquanto buscam pastorear seu povo em meio a essas questões urgentes, que vão desde a família e a educação até os negócios e o ministério", disse Jason Thacker, membro sênior da ERLC, em uma declaração. 

"Como sabemos, não podemos mais manter as questões em torno do uso ético da IA ​​à distância", disse Thacker. "Essas questões agora nos afetam profundamente, à medida que a tecnologia continua a moldar todos os aspectos de nossas vidas — tanto para o bem quanto para o mal."

RaShan Frost, diretor de pesquisa e membro sênior do ERLC, enfatizou que "os avanços tecnológicos estão ultrapassando nossa compreensão deles e, às vezes, a forma como pensamos sobre as implicações morais e éticas das tecnologias que chegam". 

"Felizmente, a Palavra de Deus nos fornece insights, mandamentos e princípios atemporais para nos guiar em todos os aspectos da vida e da fé", disse Frost.

O guia ajuda a "pegar a Palavra de Deus e dela extrair princípios teológicos e éticos para nos ajudar a navegar em um mundo com inteligência artificial" e "pegar esses princípios e pensar em cenários práticos que pastores, líderes leigos, membros da equipe e congregantes podem vivenciar", continuou Frost.

Em relação à perspectiva de líderes da igreja empregarem assistentes de IA, o guia desaconselha o uso de IA de uma forma que acabe "substituindo aspectos-chave do ministério de outra pessoa", sustentando mais uma vez que a tecnologia deve ser usada apenas como um suplemento. 

"Nunca devemos tentar empregar a IA e outras tecnologias emergentes de maneiras que diminuam a dignidade de qualquer ser humano, usando a IA como um meio de subverter a vocação humana como portadores da imagem de Deus para moldar o mundo ao seu redor", declara o documento. "A IA deve ser usada apenas de maneiras que complementem a transformação holística" que resulta do desenvolvimento "divino" de "toda a pessoa, incluindo nossas mentes, corpos e corações". 

Além disso, o guia alerta que a IA "nunca deve ser um substituto ou substituição para uma comunidade rica e incorporada, em última análise, com Deus e com outros seres humanos".

"Qualquer abordagem fiel à IA e às tecnologias emergentes deve estar enraizada na natureza transcendente de Deus e em seu controle soberano sobre todas as coisas, incluindo até mesmo os sistemas de IA mais avançados", afirma o guia.

O documento enfatiza que as tecnologias, incluindo a IA, "devem ser desenvolvidas, implantadas, avaliadas e usadas apenas de maneiras que defendam a dignidade incomensurável de todas as pessoas".

Enquanto o mundo debate como responder ao rápido desenvolvimento da tecnologia de IA, o The Christian Post, a Colorado Christian University e a Gloo sediarão uma cúpula em 7 de outubro intitulada " IA para a Humanidade: Navegando pela Ética e Moralidade para um Futuro Florescente ".

O evento, que acontecerá na Colorado Christian University em Lakewood, Colorado, contará com "discursos principais, painéis de discussão e sessões interativas projetadas para equipar instituições de ensino superior cristãs, estudantes e inovadores de tecnologia com estratégias para integrar a IA de forma responsável dentro de uma estrutura baseada na fé". 

Ryan Foley é repórter do The Christian Post. Ele pode ser contatado pelo e-mail: ryan.foley@christianpost.com - 30/09/2025

TEOLOGIA DESCOMPLICADA E INTELIGENTE

  Vem aí o Teologia Inteligente . Uma abordagem à teologia de forma simples e descomplicada, traduzindo os conceitos teológicos para todo c...